No âmbito do inquérito nº 5.070 do Supremo Tribunal Federal, que investiga o caso da produção cinematográfica 'The Dark Horse', a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, registrou em cartório, em 4 de setembro, uma declaração circunstanciada que detalha pressões sofridas para colaborar com uma delação premiada envolvendo o candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL).
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A documentação de sete páginas, protocolada em cartório no início de setembro, revela três episódios de aproximação entre Karina Gama e terceiros com vínculos institucionais ou políticos que poderiam influenciar o curso das investigações. O primeiro contato, ocorrido no dia 22 de maio às 9h07, envolveu Fernando Sarney, dirigente da CBF e filho do ex-presidente José Sarney, que teria afirmado possuir proximidade com o ministro Flávio Dino e oferecido apoio jurídico para viabilizar uma delação premiada em troca de benefícios legais. Karina nega ter manifestado interesse no pleito e ressalta que não presenciou qualquer interação direta entre Sarney e o ministro, afastando qualquer participação ou conhecimento do magistrado na negociação.
Conforme registrado no documento, os demais contatos ocorreram em 27 de agosto, com um pastor com ligações ao governo federal e ministros do STF, e em 3 de setembro, com um jornalista da revista Piauí que sugeriu que ela estaria sendo utilizada como 'bucha de canhão' para o candidato. A confirmou a existência dos registros, mas não obteve resposta da revista sobre manifestação oficial.



