O Banco de Leite Humano do Distrito Federal está com estoque insuficiente e precisa de novas contribuições para atender recém-nascidos internados, especialmente prematuros e bebês com baixo peso. A rede local é reconhecida como modelo nacional e internacional pela organização, eficiência na coleta domiciliar e parcerias com o Ministério da Saúde e a Rede Global de Banco de Leite Humano.
Dados da Secretaria de Saúde mostram que a meta mensal de dois mil litros não foi atingida em julho, agosto e setembro, com coleta de 1.775 litros, 1.697 litros e 1.682 litros, respectivamente, resultando em média mensal próxima a 1.718 litros. Nos últimos cinco anos, o volume coletado pela rede ultrapassou 20 mil litros apenas em dois anos.
A neonatologista Marta Rocha, responsável pelo Banco de Leite Humano do Hospital Santa Lúcia, afirma que “para esses pequenos, cada mililitro é precioso” e destaca que o leite doado passa por seleção, pasteurização e controle de qualidade antes da distribuição. Ela ressalta ainda que “o leite humano é o alimento mais precioso que podemos oferecer ao prematuro”, pois nutre, protege o intestino e favorece sua maturação.
Mulheres que estejam amamentando, sejam saudáveis e produzam leite além da necessidade do próprio bebê podem se cadastrar pelo Disque Saúde 160, opção 4, pelos sites Amamenta Brasília e Portal Cidadão ou procurar um dos 14 pontos distribuídos entre hospitais e postos de coleta no DF. A coleta também pode ser agendada em domicílio com apoio do Corpo de Bombeiros, conforme a organização regional do serviço.
