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Política

Moraes mantém minuta do golpe como prova e determina destruição de armas apreendidas com Anderson Torres

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:09
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Moraes mantém minuta do golpe como prova e determina destruição de armas apreendidas com Anderson Torres
Fatos Rápidos da Notícia
  • Moraes decidiu que a minuta do golpe encontrada na casa de Anderson Torres seguirá como prova na investigação sobre a trama golpista
  • O documento previa estado de defesa na sede do TSE para alterar o resultado da eleição presidencial de 2022
  • A defesa chama o papel de “minuta do Google” e diz que chegou ao gabinete sem solicitação do ex-ministro
Resumo Editorial

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu que o documento encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres seguirá como elemento probatório na investigação sobre a tentativa de golpe. Na mesma decisão, ele ordenou a destruição de armas e munições apreendidas com Torres e ex-comandantes da PMDF, além de manter a retenção de passaportes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de devolução da chamada “minuta do golpe”, apreendida na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres em janeiro de 2023. Segundo o despacho publicado nesta sexta-feira (30), o documento permanecerá sob custódia da Polícia Federal por ser um “elemento de prova relevante para a persecução penal” na apuração da trama golpista. O texto previa a decretação de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral com o objetivo de alterar o resultado da eleição presidencial de 2022, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa de Torres sustenta que o papel é uma “aberração jurídica” e o chamou de “minuta do Google”, afirmando que se tratava de um documento impresso disponível na internet que chegou ao gabinete sem solicitação ou encaminhamento do ex-ministro. Os advogados também alegam que o texto foi levado à casa dele em uma pilha de documentos rotineiros para descarte e que nunca foi discutido com Jair Bolsonaro ou comandantes militares. Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por participação na trama golpista e sua defesa entrou neste mês com pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação, que está sob análise do ministro Kassio Nunes Marques.

Na mesma decisão, Moraes decretou o perdimento e a destruição de armas, carregadores e munições apreendidos com Torres e com os ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra. Entre os itens estão duas pistolas Glock, um revólver calibre .357 Magnum, uma pistola institucional da PMDF e mais de 200 munições de diferentes calibres. A PF terá 48 horas para encaminhar o material à destruição e comprovar o cumprimento nos autos. Vieira e Bezerra foram condenados a 16 anos por omissão da cúpula da PM diante da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

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