A China manteve nesta segunda-feira a sobretaxa de 10% sobre a soja americana, preservando sua vantagem competitiva no mercado interno e ampliando o desafio para os exportadores norte-americanos, cujas margens de esmagamento já operam em negativo diante da combinação de custo do grão, frete e tributo.
Contexto Institucional e Dinâmica Mercantil da Tarifa
A decisão de Pequim de não suspender a alíquota de 10% sobre a soja americana, apesar de anunciar reduções tarifárias em outros produtos agrícolas dos Estados Unidos, mantém o grão sujeito ao acréscimo tarifário que compromete sua competitividade no mercado chinês, onde as estatais como Sinograin e Cofco já adquiriram mais de 12 milhões de toneladas neste ano.
A análise técnica revela que as margens teóricas de esmagamento da soja americana e brasileira estavam negativas em 150 a 230 yuans por tonelada para os embarques de outubro a dezembro, equivalendo a perdas de US$ 22 a US$ 34 por tonelada, enquanto os processadores privados permanecem reticentes devido à arbitragem entre as origens que evidencia a complexidade da formação do preço final.



