A pesquisa Quaest, divulgada em 7 de setembro, revelou que a desaprovação do governo Lula atingiu 50%, enquanto a aprovação caiu para 43%, configurando um retrocesso histórico da avaliação presidencial em plena fase eleitoral.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise da pesquisa Quaest, baseada em entrevista com Felipe Nunes, diretor da instituição, aponta que o patamar de desaprovação do presidente Lula – 50% – é o maior registrado desde o início do mandato, com a aprovação caindo de 47% para 43% entre julho e setembro, enquanto a rejeição subiu de 48% para 50%, evidenciando uma erosão estrutural da legitimidade governamental.
O estudo revela que a queda na aprovação ocorre em um contexto de crescente tensão política e econômica, com o endividamento das famílias como fator determinante para a insatisfação popular, conforme destacado pelo professor Nunes, que ressalta a coincidência temporal entre o deterioramento dos índices e o aumento das reclamações relacionadas a dívidas domésticas.
A desaprovação do governo Lula alcançou 50%, o maior patamar desde o início do mandato, refletindo uma crise de legitimidade sem precedentes.
Repercussão Jurídica e Estratégica nos Preparativos para 2026
A chancelaria da pesquisa foi reforçada pelas declarações de Lula, que, em vídeo recente, afirmou que as investigações devem 'doar a quem doer', sinalizando disposição para permitir o andamento natural dos processos judiciais sem interferência política.
Especialistas apontam que a combinação entre a baixa aprovação eleitoral e a proximidade das eleições municipais de 2024 pode acelerar a necessidade de uma reestruturação estratégica por parte do comando petista, com foco em reaproximação com eleitores desencantados e na mitigação dos efeitos do desgaste associado à crise de imagem envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.



