Quatro membros da família Assad, incluindo o ex-presidente deposto Bashar al-Assad, foram sentenciados à morte pelo novo governo sírio após a queda do regime em 2024, enquanto investigações apuram a possível presença de dois primos do ex-líder no Brasil, suspeitos de estarem refugiados em território brasileiro desde a transição de poder.
Contexto Histórico e Apuração das Investigações
A apuração realizada pelo, com base em fontes diplomáticas e de inteligência síria, revelou que as suspeitas sobre a localização de dois primos de Bashar al-Assad emergiram durante a COP30 em Belém, onde membros da comunidade siria no Brasil repassaram informações à delegação de Damasco liderada por Ahmad al-Sharaa, presidente interino do país após a queda do regime.
Antecedentes indicam que um dos investigados é irmão de Wassim al-Assad, condenado à morte em 18 de agosto por participação em esquema de contrabando no porto de Latakia e por vínculos com o Partido Baath, tendo já ocupado assento no Parlamento sírio durante o governo de Bashar al-Assad.
Quatro integrantes da família Assad foram condenados à morte pelo novo governo sírio após a queda do regime em 2024
Repercussão Diplomática e Desafios na Troca de Informações
Autoridades brasileiras, incluindo o Ministério das Relações Exteriores, afastam a questão da responsabilidade diplomática nacional, enquanto a Polícia Federal ainda não se manifestou sobre a possível presença dos suspeitos no território brasileiro, gerando um impasse burocrático sem precedentes.
A permanência de funcionários do antigo governo na Embaixada da Síria no Brasil impede a cooperação efetiva com Damasco, atrasando investigações e dependendo da concessão do agrément para nova equipe diplomática assumir funções até as eleições de 2024.



