Na manhã de 23 de setembro, a Meta derrubou o perfil no Instagram 'Revelando Brasil', que havia divulgado, sob a apresentação do humorista Fabio Porchat, investigações sobre a interligação entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e altos cargos políticos, incluindo Flávio Bolsonaro, antes de ser restabelecido horas após a remoção.
Contexto Institucional e Estrutura do Projeto Investigativo
A remoção do perfil ocorreu após a publicação de conteúdo que apontava para uma suposta articulação entre o Banco Master — controlado por Daniel Vorcaro, figura central em rombos financeiros relevantes — e a Igreja Batista da Lagoinha, com envolvimento de figuras como o pastor André Valadão e os empresários Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro, conforme evidenciado no vídeo 'Revelando: Grandes Igrejas, Master Negócios', divulgado em 21 de setembro e que atingiu o topo das visualizações no YouTube em menos de 24 horas.
A investigação também estabeleceu vínculos entre os três protagonistas — Valadão, Zettel e Vorcaro — e políticos de alto escalão, incluindo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do STF.
O perfil 'Revelando Brasil' atingiu o topo das visualizações do YouTube em menos de 24 horas com o vídeo 'Revelando: Grandes Igrejas, Master Negócios', produzido com apoio do podcast Calma Urgente, ICL Notícias, Mídia Ninja e 342 artes
Repercussão Legal e Manifestações O ficiais
A Meta informou que o conteúdo foi removido por não obedecer aos padrões da plataforma, embora tenha evitado detalhar qual norma específica foi violada, gerando questionamento sobre os critérios de moderação aplicados em casos de interesse público.
Milena Toscano comentou publicamente que 'tô aceitando' em referência à viagem oferecida por Porchat, enquanto o ministro Alexandre de Moraes acionou o STF para apurar supostas ligações entre sua esposa e o grupo por trás do perfil.
O episódio gerou forte repercussão no Judiciário e na esfera política, com Dino citando em sessão que o vídeo continha 'chuva de ofícios' que se aplicava até a ministros.



