O PL avalia a possibilidade de compor o bloco formado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, para garantir espaços em cargos e comissões no Legislativo. A sigla considera que, se permanecer isolada, não conseguirá aproveitar o fato de ter a maior bancada da Casa, que elegeu 121 deputados nas eleições de 2026.
Caso não entre no bloco, o partido cairia para a 14ª ordem de preferência na escolha de comissões, podendo ficar com sete colegiados considerados menos estratégicos. Antes do resultado presidencial, lideranças do PL descartavam apoiar Hugo Motta devido ao seu posicionamento a favor da reeleição de Lula, mas agora a composição seria defendida pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
Diante desse cenário, o PT, que anunciou apoio formal a Hugo nesta semana, sinalizou que não aceita integrar o bloco de apoio à reeleição dele se o PL também fizer parte. Em 2025, Hugo foi eleito com o apoio das duas bancadas e agora corre o risco de ter que escolher um lado, embora ainda não tenha conversado com o PL.
Atualmente, o grupo de Hugo reúne 15 partidos: PT, PV e PCdoB, PSB, PDT, União Brasil e PP (federação), PSD, MDB, Podemos; PSDB e Cidadania (federação), Solidariedade e PRD (federação) e Republicanos.



