A Quaest divulgou, nesta quarta-feira (21/10), os últimos dados de rejeição presidencial que colocam Flávio Bolsonaro (PL) em 52% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 47%, quatro dias antes do segundo turno das eleições, conforme pesquisa encomendada pelo Grupo e registrada no TSE sob o número BR-08535/2026.
Contexto Institucional e Evolução dos Indicadores de Rejeição
A pesquisa Quaest, realizada entre 17 e 20 de outubro com amostragem de 2.154 eleitores de 16 anos ou mais, por meio de entrevistas domiciliares e presenciais, revela uma mudança significativa no cenário de rejeição dos candidatos, com Flávio Bolsonaro registrando 52% de rejeição, contra 47% de Lula — números que contrastam com os observados na pesquisa anterior de 14/10, quando os índices eram 54% e 53%, respectivamente, evidenciando a volatilidade do eleitorado diante de eventos recentes como o fim da escala 6 x 1 no Congresso e as sabatinas televisivas.
Além dos debates eleitorais promovidos pela TV Band e pela própria, a análise aponta que o declínio da rejeição de Lula e a estabilização — ainda que elevada — de Flávio Bolsonaro refletem tanto a polarização persistente quanto a capacidade de recuperação política dos candidatos após exposições midiáticas intensas, inserindo-se num quadro mais amplo de tensão institucional e expectativa eleitoral.
Flávio Bolsonaro registra 52% de rejeição eleitoral, quatro pontos percentuais acima do antecessor Lula, em pesquisa Quaest divulgada em outubro de 2026.
Repercussão Política e Desdobramentos do Segundo Turno
As declarações oficiais até o momento mantêm postura de prudência institucional: o TSE reforça que os resultados são válidos para efeitos de campanha, enquanto a equipe de transição de Lula prioriza estratégias de consolidação eleitoral sem mencionar diretamente as novas métricas de rejeição, sinalizando cautela diante da competitividade acirrada do segundo turno.
Especialistas apontam que o cenário atual exige atenção redobrada com relação ao comportamento do eleitor indeciso, já que pequenas variações nos índices de rejeição podem repercutir significativamente nos resultados finais, especialmente em um pleito marcado pela estreita margem entre os dois principais candidatos.



