O candidato à presidência Augusto Cury (Avante), cuja fortuna declarada ultrapassa R$ 242 milhões segundo o TSE, recebeu recursos públicos para fins educativos em três ocasiões distintas, incluindo uma palestra remunerada em 2020 e uma capacitação no Supremo Tribunal Federal em 2012, levantando questionamentos sobre os limites éticos da utilização de recursos estatais em campanhas eleitorais.
Utilização de Recursos Públicos em Capacitações e Palestras
A apuração revelou que em 2020 o TSE desembolsou valor equivalente a R$ 22 mil ao Instituto Academia da Inteligência, vinculado a Cury, para a realização da palestra "O Código da Inteligência – A Excelência Emocional e Profissional", evento online cujo propósito era formar membros do Judiciário e do Ministério Público.
Além disso, o STF contratou Cury para ministrar capacitação em 2012 por inexigibilidade de licitação, operação cujo valor financeiro permanece não divulgado no âmbito do Poder Judiciário.
Augusto Cury declarou patrimônio superior a R$ 242 milhões na Justiça Eleitoral, enquanto recebeu ao menos R$ 22 mil de recursos públicos para uma palestra em 2020
Repercussão Institucional e Desafios Éticos
A Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Eleitoral estão analisando denúncias que apontam possível violação ao princípio da isonomia na aplicação de verbas públicas para fins distintos dos estritamente judiciais.
Especialistas em direito administrativo alertam que a ausência de clareza sobre o valor do contrato com o STF e a remuneração por parte do TSE configuram irregularidades passíveis de ação civil pública por improbidade administrativa.
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