Em uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Políticas Penais realizou, entre os dias 21 e 25 de setembro, a apreensão de 598 celulares em unidades prisionais em todo o território nacional, integrando-se à estratégia da O peração Mute para neutralizar a comunicação clandestina entre presos e organizações criminosas.
Contexto Estratégico e Desdobramentos da O peração Mute
A ação, que mobilizou 4.212 policiais penais e atingiu 107 unidades prisionais, resultou na revista de 3.604 celas, com mais de 88 mil presos envolvidos, demonstrando a amplitude das medidas adotadas para restringir o uso de dispositivos móveis em ambientes carcerários.
Desde maio de 2026, a O peração Mute já somou 17.555 policiais mobilizados, 13.799 celas revistadas e 3.045 celulares apreendidos, consolidando-se como um dos maiores esforços institucionais para combater o crime organizado dentro do sistema prisional.
Foram apreendidos 598 celulares em apenas cinco dias, totalizando mais de 3 mil dispositivos interditados desde o início da O peração Mute
Repercussões Institucionais e Desafios na Aplicação das Medidas
Autoridades da SENAPPEN destacam que a integração de tecnologias como scanners corporais no Rio de Janeiro e as capacitações em análise de imagens com inteligência artificial visam aprimorar a eficiência das fiscalizações e reduzir os canais de comunicação ilícitos.
O próximo foco está no estado de Pernambuco, seguido por Ceará, Mato Grosso, Maranhão, Tocantins e Goiás, onde novas equipes serão preparadas para aplicar protocolos reforçados na inspeção de celas.



