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Copa do Mundo Feminina altera calendário escolar do DF, mas mantém férias

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:52
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Copa do Mundo Feminina altera calendário escolar do DF, mas mantém férias
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Copa do Mundo Feminina de 2027 vai mexer com o calendário das escolas públicas do Distrito Federal. Com Brasília entre as cidades-sede do torneio, a Secretaria de Educação (SEEDF) reorganizou o calendário escolar para o próximo ano, com três sábados letivos no primeiro semestre para garantir os 200 dias de aula exigidos por lei, sem mexer nas férias dos professores em janeiro e no recesso de julho.
  • O calendário foi oficializado pela Portaria nº 436, de 19 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo o documento, não haverá aulas nos dias 25 de junho, 1º, 6 e 8 de julho de 2027, em razão dos jogos da Copa do Mundo Feminina em Brasília.
  • Para compensar as alterações, o calendário prevê dias letivos móveis em 15 de fevereiro, 23 de março, 9 de julho e 27 de julho, além de três sábados letivos no primeiro semestre. A reorganização busca garantir o cumprimento dos 200 dias letivos exigidos por lei, sem alterar as férias dos professores em janeiro e o recesso em julho.
Resumo Editorial

A Copa do Mundo Feminina de 2027 vai mexer com o calendário das escolas públicas do Distrito Federal. Com Brasília entre as cidades-sede do torneio, a Secretaria de Educação (SEEDF) reorganizou o calendário escolar para o próximo ano, com três sábados letivos no primeiro semestre para garantir os 200 dias de aula exigidos por lei, sem mexer nas férias dos professores em janeiro e no recesso de julho.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 vai mexer com o calendário das escolas públicas do Distrito Federal. Com Brasília entre as cidades-sede do torneio, a Secretaria de Educação (SEEDF) reorganizou o calendário escolar para o próximo ano, com três sábados letivos no primeiro semestre para garantir os 200 dias de aula exigidos por lei, sem mexer nas férias dos professores em janeiro e no recesso de julho.

O calendário foi oficializado pela Portaria nº 436, de 19 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo o documento, não haverá aulas nos dias 25 de junho, 1º, 6 e 8 de julho de 2027, em razão dos jogos da Copa do Mundo Feminina em Brasília.

Para compensar as alterações, o calendário prevê dias letivos móveis em 15 de fevereiro, 23 de março, 9 de julho e 27 de julho, além de três sábados letivos no primeiro semestre. A reorganização busca garantir o cumprimento dos 200 dias letivos exigidos por lei, sem alterar as férias dos professores em janeiro e o recesso em julho.

A manutenção dos períodos de descanso foi uma das prioridades do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) durante as negociações com a Secretaria de Educação.

“Durante as negociações, nossa prioridade foi garantir a manutenção dos 30 dias de férias em janeiro e dos 15 dias de recesso no meio do ano. Para isso, negociamos uma reorganização do calendário escolar, com a previsão de três sábados letivos no primeiro semestre e a compensação dos dias afetados pelos jogos da Copa”, afirmou Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF.

“Durante as negociações, nossa prioridade foi garantir a manutenção dos 30 dias de férias em janeiro e dos 15 dias de recesso no meio do ano. Para isso, negociamos uma reorganização do calendário escolar, com a previsão de três sábados letivos no primeiro semestre e a compensação dos dias afetados pelos jogos da Copa”, afirmou Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF.

Procurada, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou em nota que a reorganização do calendário também levou em conta a necessidade de preservar o descanso dos profissionais da rede e garantir o cumprimento das exigências legais, sem prejuízo à aprendizagem dos estudantes. A pasta afirmou que as mudanças incluem ajustes no início e no fim dos semestres letivos.

Clique aqui e confira o Calendário Escolar 2027.

Veja as datas e confrontos no DF:

Sinpro negocia sábados remotos

O sindicato ainda tenta garantir que as atividades dos sábados sejam contabilizadas como horas indiretas, sem exigir a presença dos profissionais nas escolas.

“Seguimos negociando para que essas atividades sejam realizadas no formato de horas indiretas, considerando as condições de trabalho dos profissionais e as particularidades do calendário de 2027”, afirmou Samuel Fernandes, diretor da entidade.

“Seguimos negociando para que essas atividades sejam realizadas no formato de horas indiretas, considerando as condições de trabalho dos profissionais e as particularidades do calendário de 2027”, afirmou Samuel Fernandes, diretor da entidade.

No segundo semestre, cada escola poderá decidir se utilizará o sábado letivo móvel relacionado ao Dia do Servidor Público, em 28 de outubro. O Sinpro-DF também defendeu que 15 de outubro, Dia do Professor, seja mantido como feriado, e não como ponto facultativo.

Calendário ainda pode mudar

Apesar da publicação oficial, o calendário escolar de 2027 ainda poderá passar por ajustes. Um dos fatores é o Projeto de Lei nº 3.481/2026, aprovado pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal. A proposta busca flexibilizar a exigência de adequação das férias escolares ao período da Copa do Mundo Feminina.

Caso o projeto não seja aprovado, a organização do ano letivo pode ser revista para adequá-la às exigências da legislação vigente. A publicação do calendário oficial de feriados e pontos facultativos do Governo do Distrito Federal (GDF) também poderá provocar alterações pontuais.

“Estamos acompanhando a tramitação do projeto de lei e aguardando a definição do calendário de feriados e pontos facultativos do GDF. Por isso, vamos continuar negociando com a Secretaria de Educação para garantir os direitos dos professores e orientadores educacionais e buscar uma organização do ano letivo que respeite as necessidades da categoria”, afirmou o Sinpro-DF.

“Estamos acompanhando a tramitação do projeto de lei e aguardando a definição do calendário de feriados e pontos facultativos do GDF. Por isso, vamos continuar negociando com a Secretaria de Educação para garantir os direitos dos professores e orientadores educacionais e buscar uma organização do ano letivo que respeite as necessidades da categoria”, afirmou o Sinpro-DF.

O Sinpro-DF informou ainda que não foi possível discutir com professores e orientadores educacionais antes da publicação do calendário. Segundo o sindicato, os prazos e o contexto excepcional das discussões sobre a Copa do Mundo Feminina impediram a consulta prévia à categoria.

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