A pesquisa Quaest/Pax, divulgada nesta sexta-feira (18), apurou que 28% dos brasileiros identificam a violência como o principal problema enfrentado no país, com base em entrevista presencial realizada entre 12 e 15 de setembro com 2.004 indivíduos de 16 anos ou mais, dentro de margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%.
Diagnóstico Epidemiológico e Segmentação Sociodemográfica da Violência
A análise detalhada revelou que a violência concentra-se de forma desigual entre os segmentos populacionais: mulheres (29%) superam ligeiramente os homens (25%), enquanto jovens de 16 a 34 anos (26%) e adultos de 35 a 59 anos (35%) registram maior engajamento no tema, contrastando com os 38% das pessoas com 60 anos ou mais que consideram o issue prioritário. A regionalização aponta o Nordeste como epicentro, com 35% dos entrevistados identificando a violência como principal problema, contra 18% no Centro-O este, evidenciando disparidades estruturais marcantes.
Antecedentes históricos e contextos institucionais demonstram que a percepção de insegurança é construída sobre bases complexas, incluindo fragilidade das estruturas policiais, impunidade sistêmica e erosão da confiança nas instituições. A survey, ao mesmo tempo, evidencia uma convergência inquietante: 70% dos brasileiros percebem aumento 'muito' da violência nos últimos dois anos, com mulheres (76%) mais sensíveis à escalada do que homens (63%), reforçando a dimensão de gênero na vivência do fenómeno.
28% dos brasileiros apontam a violência como principal problema nacional, segundo pesquisa Quaest/Pax divulgada em setembro de 2023.
Repercussões Institucionais e Desafios na Estratégia Nacional de Segurança
As instituições de segurança registram avaliação superior à dos poderes executivos e judiciários: Polícia Militar (45%), Polícia Federal (44%) e Polícia Civil (41%) são as mais bem vistos, enquanto apenas 41% enxergam aumento na punição aos criminosos, sinalizando descompasso entre percepção popular e realidade institucional. Diante da resposta coletiva – com 67% considerando que a punição diminuiu – o governo federal e os gestores estaduais pressionam por reformas estruturais, incluindo reforço orçamentário para as polícias e agilização processual no Judiciário.
O s próximos passos incluem a revisão da política nacional de segurança pública, com ênfase em inteligência preventiva e integração entre os corpos de polícia civil, militar e federal. Paralelamente, iniciativas legislativas buscam endurecer as penas para crimes violentos, enquanto a sociedade aguarda respostas concretas diante de um cenário que exige urgência e coordenação setorial.
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