O presidente da Argentina Javier Milei realizou uma reunião, na manhã desta segunda-feira (26), com ministros, secretários e assessores na Casa Rosada, na qual abordou a “agenda internacional” e o “contexto geopolítico global”, mas se mantém em silêncio sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a presidência argentina, no encontro com sua equipe foram abordados “diferentes assuntos da agenda nacional e internacional, com especial atenção à situação econômica, o contexto geopolítico global e as prioridades legislativas do governo”.
Em comunicado, no qual não menciona as eleições presidenciais brasileiras, a Casa Rosada afirma que a reunião abordou “em particular” as consequências dos conflitos bélicos no Irã e na Ucrânia, como o aumento do preço do petróleo e dos preços.
De acordo com o comunicado, também foi abordada a necessidade de aprovar uma lei proposta pelo governo para aplicar sanções contra empresas que explorem hidrocarbonetos na região das Malvinas sem a autorização da Argentina.
Estiveram na reunião a irmã do presidente e secretária geral da Casa Rosada, Karina Milei, o chefe de gabinete, Diego Santilli, o chanceler Pablo Quirno e outros ministros e assessores, além do presidente da Câmara de Deputados, do partido governista, e o presidente do Banco Central da Argentina, Santiago Bausili.
Milei apoiou declaradamente o ex-senador Flávio Bolsonaro e esteve na Convenção Nacional do Partido Liberal que lançou sua candidatura. No primeiro turno, o governo argentino chegou a atribuir a vantagem do candidato da direita ao apoio de Milei.
Após a prorrogação do horário da votação, na noite de domingo, Milei chegou a republicar postagens que insinuaram fraude eleitoral. Após a oficialização da vitória de Lula, no entanto, o governo argentino se manteve em silêncio.
Outros presidentes da direita sul-americana, como Abelardo de la Espriella, da Colômbia, José Antonio Kast, do Chile, Keiko Fujimori, do Peru, Rodrigo Paz, da Bolívia, e Santiago Peña, do Paraguai, reconheceram e cumprimentaram o petista pela vitória do petista nas redes sociais.



