Em um patrulhamento rotineiro realizado na terça-feira, 15 de setembro, a Polícia Militar de Goiás interceptou R$ 1.188.950 em dinheiro vivo dentro do porta-malas de um veículo percorrendo a rodovia GO-020, divisa entre os municípios de Pires do Rio, Ipameri e Campo Alegre, em Goiás, conduzindo o condutor à Delegacia da Polícia Federal em Goiânia após constatação de ausência de comprovação documental da origem dos recursos.
Interceptação e Procedimentos da Polícia Militar
A operação ocorreu por volta das 14h30, quando uma equipe da PMGO realizava abordagem preventiva ao longo da GO-020, na altura da divisa entre Pires do Rio e Ipameri, após sinalização de rotina. Durante a busca veicular, os militares identificaram duas caixas contendo o montante total de R$ 1.188.950 em espécie, distribuídas de forma não declarada no interior do porta-malas, o que despertou suspeita imediata em razão da inexistência de justificativa plausível para o transporte de tal volume em espécie.
O s registros periciais e as oitivas subsequentes revelaram que o motorista inicialmente negava conhecimento do conteúdo das caixas, mas, após questionamento reiterado, alterou a versão dos fatos ao afirmar ter adquirido o dinheiro em Sorocaba (SP) e que o levaria até Luís Eduardo Magalhães (BA), local onde receberia instruções para eventual movimentação ou entrega posterior, sendo então conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Goiânia para os procedimentos investigativos cabíveis.
Mais de um milhão em espécie foi apreendido sem qualquer comprovação oficial de origem lícita durante patrulhamento na GO-020.
Investigação Federal e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Federal mantém aberta investigação rigorosa sobre a origem dos recursos apreendidos, considerando indícios de possível lavagem de dinheiro, financiamento irregular de atividades ou conexão com organizações criminosas que operam entre os estados de São Paulo e Bahia, conforme laudo técnico preliminar divulgado pelo órgão.
O suspeito, identificado como motorista civil sem histórico criminal prévio, foi liberado sob medida cautelar após depoimento, mas permanece sob vigilância eletrônica e proibição de sair do território nacional enquanto o inquérito permanece em andamento no âmbito federal.



