O Ministério Público Eleitoral (MPE) reafirmou que José Roberto Arruda permanece inelegível até 11 de dezembro de 2030, consolidando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) de 3 de setembro de 2023, que indeferiu o registro de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal (GDF) e impediu que o nome fosse incluído nas urnas, enquanto a defesa busca anular a restrição com base em entendimento sobre o início da contagem do prazo.
Contexto Jurídico da Inelegibilidade e Decisão do TRE-DF
A decisão do TRE-DF, proferida por unanimidade com a participação dos desembargadores André Puppin, Leonor Aguena, Asiel Henrique e João Egmont, reconheceu a inelegibilidade de Arruda com fundamento em condenações por improbidade administrativa, destacando que o prazo de 12 anos – previsto na Lei das Eleições – é contado a partir da confirmação da última condenação por ato doloso em dezembro de 2018, não sendo possível incluir a sentença de 2014 para antecipar o término da restrição, conforme sustento da Procuradoria Regional Eleitoral.
Antecedentes revelam que Arruda já havia sido inelegível desde julho de 2022 após o decurso dos efeitos da condenação anterior, mas contestou o início da contagem ao alegar que o prazo deveria ser calculado a partir da primeira condenação colegiada publicada em julho de 2014, o que seria juridicamente incorreto segundo interpretação oficial do MPE.
José Roberto Arruda está inelegível até 11 de dezembro de 2030, com base em condenações por improbidade administrativa que somam 12 anos de restrição política.
Repercussão Legal e Desafios no Processo de Recurso
O TSE é o órgão competente para analisar recurso contra a decisão do TRE-DF, garantindo ao candidato direito de defesa e continuidade limitada na campanha eleitoral, inclusive no uso do horário eleitoral gratuito na rádio e televisão, conforme dispõe a Lei nº 9.504/1997.
Arruda afirmou em entrevista coletiva que recorrerá até o fim para preservar sua dignidade política, reiterando ausência de plano B e firme convicção no direito à candidatura, enquanto o STF analisa ação que questiona a aplicação da Lei da Ficha Limpa no caso.



