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Israel encerra eleição sem maioria e abre disputa por novo governo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:30
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Israel encerra eleição sem maioria e abre disputa por novo governo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Nenhum bloco político alcançou as 61 cadeiras necessárias para maioria no Knesset
  • Bloco de Netanyahu obteve 53 assentos, oposição liderada por Eisenkot ficou com 48 e partidos árabes conquistaram 19
  • Partidos árabe-israelenses podem ser decisivos na formação do próximo governo
Resumo Editorial

As eleições parlamentares de Israel não definiram um novo governo, pois nenhum bloco alcançou as 61 cadeiras necessárias para maioria no Knesset, iniciando um período de negociações para formação de coalizão.

O resultado final da apuração das eleições parlamentares de Israel, divulgado na quinta-feira (29/10), confirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seus aliados perderam a maioria no Knesset. Nenhum dos blocos políticos conseguiu as 61 cadeiras necessárias para formar um governo, o que abre caminho para semanas de negociações e um possível impasse político.

O bloco de Netanyahu conquistou 53 dos 120 assentos do Parlamento, enquanto o principal grupo de oposição, liderado pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, ficou com 48. As outras 19 cadeiras foram conquistadas por partidos que representam a minoria árabe-israelense, ampliando sua presença em relação às eleições de 2022.

Com esse cenário, a definição do próximo primeiro-ministro dependerá da capacidade dos partidos de construir alianças, já que os eleitores escolhem listas partidárias e não o chefe de governo diretamente. Tanto Netanyahu quanto Eisenkot afirmaram que pretendem tentar formar um governo, mas nenhuma composição política está consolidada.

Os partidos árabe-israelenses podem desempenhar um papel decisivo na formação do próximo governo, pois seus votos podem ajudar a oposição a alcançar a maioria parlamentar. O líder da coalizão árabe de esquerda Joint List, Yousef Jabareen, defendeu uma aproximação com os partidos de oposição para encerrar o governo Netanyahu.

No entanto, parte da oposição resiste a uma aliança com parlamentares árabes, incluindo representantes da direita que rejeitam qualquer composição com essas siglas. Outra possibilidade seria um governo minoritário de Eisenkot sustentado pelos parlamentares árabes sem participação formal na coalizão, alternativa considerada politicamente frágil.

Apesar da perda da maioria parlamentar, Netanyahu continua como primeiro-ministro interino até que um novo governo seja formado e receba voto de confiança do Parlamento. A permanência permite a administração do país durante as negociações, embora decisões importantes fiquem sujeitas a restrições impostas pela Suprema Corte e pela Procuradoria-Geral.

O pleito foi o primeiro desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza. Antes da divulgação dos números finais, Netanyahu e integrantes do Likud levantaram suspeitas de interferência estrangeira na votação, citando o Catar, que negou qualquer participação.

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Tags:Israel

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