Em meio à crescente tendência de antropomorfização pet, a psicoterapeuta Renata Roma alerta que práticas como vestir cães com roupas, manteve-los permanentemente no colo e suprir todas as suas necessidades podem desencadear estresse crônico e dependência emocional, compromissos que afetam negativamente a saúde mental dos animais e sua capacidade de lidar com a ausência do tutor.
Contexto Institucional e Antecedentes da Análise Psicanalítica
A análise da psicoterapeuta Renata Roma, especializada em saúde animal, evidencia que o excesso de afeto, quando caracterizado pela negação das necessidades biológicas e comportamentais naturais dos cães, gera padrões de dependência que se assemelham a transtornos de apego em humanos, com risco comprovado de desenvolvimento de ansiedade separacional e comportamentos compulsivos.
Especialistas em comportamento animal, como Cleber Santos, corroboram que a superproteção perigosa — configurada pela eliminação de estímulos de autonomia e estresse controlado — compromete o equilíbrio neuroquímico canino, reduzindo sua resiliência frente a situações cotidianas como viagens ou eventos fora da presença do tutor.
Estresse crônico e dependência emocional em cães resultam da antropomorfização excessiva por parte dos tutores, segundo alerta especialista.
Repercussão Técnica e Diretrizes para a Regulação do Cuidado Canino
A Associação Brasileira de Veterinários (ABV) já havia emitido diretrizes técnicas em 2023 sobre o manejo do bem-estar canino, recomendando a observação de sinais como vocalização excessiva, destruição de objetos ou alterações no apetite como indicadores claros de dependência emocional induzida.
Especialistas apontam que a prática de vestir cães com acessórios desconfortáveis ou forçar interações sociais constantes viola princípios éticos da zoologia comportamental, expondo os animais a riscos sanitários como dermatites e estresse térmico em ambientes inadequados.



