O cinema começou a integrar a inteligência artificial em diferentes fases da produção, impulsionado pela evolução da qualidade dos vídeos gerados por essa tecnologia nas redes sociais e pelo potencial de redução de custos. Grandes empresas como Netflix, Lionsgate, Amazon MGM Studios, Disney e A24 já anunciaram planos ou confirmaram o uso da IA em efeitos visuais, correções de fundo, ajustes de iluminação, reconstrução de cenários e criação de storyboards. A Netflix, inclusive, adquiriu em março de 2026 a InterPositive, startup fundada por Ben Affleck para desenvolver ferramentas de IA voltadas à produção cinematográfica.
Embora ainda não exista um longa-metragem com a mesma qualidade das produções de Hollywood feito inteiramente por IA, vários projetos independentes já utilizaram a tecnologia em grande parte ou na totalidade de suas imagens. Entre eles estão The Cully Hill Boys, da Higgsfield AI, com cerca de 110 minutos e orçamento estimado em US$ 2 milhões; Pirate Queen: Zheng Yi Sao, da Future Studios e FizzDragon; Dreams of Violets, documentário dramatizado dirigido por Ash Koosha que custou cerca de US$ 2 mil e entrou na programação do Tribeca Festival em 2026; Sanxingdui: Future Past, longa chinês de ficção científica que estreou nos cinemas da China em outubro de 2026; I'm PoPo, lançado comercialmente na Coreia do Sul em maio de 2026; Rising Embers, produzido por alunos e professores da Creative Hut Academy na Índia e lançado em outubro de 2026; e The Living Corpse, filme japonês de terror dirigido por Takeshi Sone baseado em mangá de Hideshi Hino.



