A perícia contratada pela Go Up Entertainment revelou que mais de R$ 54 milhões dos R$ 75 milhões gastos na produção do filme Dark Horse foram alocados nos Estados Unidos, representando 72% do custo total, enquanto os gastos no Brasil somaram R$ 20,92 milhões, dos quais R$ 18,47 milhões foram realizados via Pix e R$ 2,34 milhões por meio de boleto.
Apuração Financeira e Contexto do Investimento
O s recursos foram transferidos integralmente da Havengate Development Fund LP, conforme laudo entregue à Polícia Civil de São Paulo em junho de 2024, sem identificação nominal dos investidores devido a sigilo e observância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A perícia analisou extratos bancários e documentos financeiros fornecidos pela produtora, confirmando que 88,29% dos gastos brasileiros ocorreram por transferências instantâneas (Pix), enquanto o restante foi pago em boletos.
Antecedentes indicam que o Instituto Conhecer Brasil, vinculado à empresária Karina Ferreira da Gama — proprietária da Go Up Entertainment — firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades, levantando indícios de possível desvio de recursos públicos vinculados ao financiamento do filme.
Mais de R$ 54 milhões dos R$ 75 milhões gastos na produção do filme Dark Horse foram utilizados nos Estados Unidos, valor que corresponde a 72% do custo total da obra.
Repercussão Jurídica e Investigações em Curso
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em 24 de junho de 2024 o acesso da Polícia Federal aos dados da operação contra a Go Up Entertainment, com base no pedido da PF e em cumprimento à Lei O rgânica da Polícia Federal (LOP), permitindo análise detalhada das movimentações financeiras envolvendo o filme e eventuais vínculos com projetos públicos.
A investigação da Polícia Civil segue sob sigilo e busca esclarecer a origem dos recursos repassados por Daniel Vorcaro — ex-banqueiro — para a produção, bem como eventuais contrapartidas políticas ligadas ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), com foco na transparência dos fluxos financeiros entre a Havengate Development Fund LP, o Instituto Conhecer Brasil e a própria produtora.



