A endocrinologista Jacy Maria Alves rebateu, com autoridade científica, a tendência viral de consumir água com sal em jejum, afirmando que a prática carece de respaldo médico e pode representar riscos à saúde, especialmente para indivíduos com condições crônicas.
Contexto Científico e Evidências Sanitárias
A médica destacou que não há evidências científicas que comprovem benefícios significativos do consumo diário de água com sal em jejum, já que a maioria das pessoas obtém os minerais necessários por meio de uma alimentação equilibrada, segundo declaração oficial em entrevista concedida à coluna Claudia Meireles.
As diretrizes da O rganização Mundial da Saúde (O MS) estabelecem limite de menos de 2 gramas de sódio por dia — equivalente a 5 gramas de sal de cozinha —, enquanto dados da O rganização Pan-Americana da Saúde (O PAS) indicam que o consumo médio nas Américas varia entre 8,5 e 15 gramas diárias, superando amplamente o recomendado e reforçando o caráter questionável da prática.
A ingestão diária recomendada de sódio é inferior a 2 gramas, equivalente a 5 gramas de sal de cozinha, enquanto o consumo médio nas Américas varia de 8,5 a 15 gramas, ultrapassando os limites seguros.
Repercussão Médica e O rientação Profissional
Jacy Maria Alves ressaltou que a prática é especialmente perigosa para pessoas com hipertensão, doenças renais ou cardiovasculares, devido ao risco de elevação da pressão arterial, retenção hídrica e desequilíbrio eletrolítico, com potencial impacto negativo na função muscular e nervosa.
A médica reforçou que a adição desnecessária de sódio à dieta pode provocar desidratação e interferir nos níveis de potássio e magnésio, minerais essenciais para a contração muscular e a transmissão nervosa.



