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Saúde

Endocrinologista alerta que água com sal em jejum sobrecarrega rins e carece de benefícios comprovados

PorBeatriz BonfimVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 07:05
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Endocrinologista alerta que água com sal em jejum sobrecarrega rins e carece de benefícios comprovados
Fatos Rápidos da Notícia
  • A endocrinologista Jacy Maria Alves afirma que o consumo diário de água com sal em jejum não tem benefício comprovado para a saúde e é questionável, já que a maioria das pessoas obtém minerais por meio de uma dieta equilibrada
  • A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de menos de 2 gramas de sódio por dia, equivalente a cerca de 5 gramas de sal de cozinha, enquanto a Organização Pan-Americana da Saúde aponta que o consumo médio nas Américas varia de 8,5 a 15 gramas de sal diariamente, acima do recomendado
  • A prática é contraindicada principalmente para pessoas com hipertensão, problemas renais ou doenças cardiovasculares, devido aos riscos de aumento da pressão arterial, retenção de líquidos e desequilíbrios eletrolíticos
Resumo Editorial

A prática de beber água com sal em jejum, sem evidências de benefícios e com risco comprovado de sobrecarga renal e elevação da pressão, é desaconselhada por especialistas.

A endocrinologista Jacy Maria Alves rebateu, com autoridade científica, a tendência viral de consumir água com sal em jejum, afirmando que a prática carece de respaldo médico e pode representar riscos à saúde, especialmente para indivíduos com condições crônicas.

Contexto Científico e Evidências Sanitárias

A médica destacou que não há evidências científicas que comprovem benefícios significativos do consumo diário de água com sal em jejum, já que a maioria das pessoas obtém os minerais necessários por meio de uma alimentação equilibrada, segundo declaração oficial em entrevista concedida à coluna Claudia Meireles.

As diretrizes da O rganização Mundial da Saúde (O MS) estabelecem limite de menos de 2 gramas de sódio por dia — equivalente a 5 gramas de sal de cozinha —, enquanto dados da O rganização Pan-Americana da Saúde (O PAS) indicam que o consumo médio nas Américas varia entre 8,5 e 15 gramas diárias, superando amplamente o recomendado e reforçando o caráter questionável da prática.

Ponto de Destaque

A ingestão diária recomendada de sódio é inferior a 2 gramas, equivalente a 5 gramas de sal de cozinha, enquanto o consumo médio nas Américas varia de 8,5 a 15 gramas, ultrapassando os limites seguros.

Repercussão Médica e O rientação Profissional

Jacy Maria Alves ressaltou que a prática é especialmente perigosa para pessoas com hipertensão, doenças renais ou cardiovasculares, devido ao risco de elevação da pressão arterial, retenção hídrica e desequilíbrio eletrolítico, com potencial impacto negativo na função muscular e nervosa.

A médica reforçou que a adição desnecessária de sódio à dieta pode provocar desidratação e interferir nos níveis de potássio e magnésio, minerais essenciais para a contração muscular e a transmissão nervosa.

Atenção / Ponto Crítico
A prática pode desencadear crises de hipertensão e sobrecarga renal em indivíduos vulneráveis, com risco imediato à integridade fisiológica.

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