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Polícia

Segurança confessa: não havia câmera no local do espancamento fatal em Copacabana

PorCaio RamosVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 20:49
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Segurança confessa: não havia câmera no local do espancamento fatal em Copacabana
Fatos Rápidos da Notícia
  • O segurança Davi Santos Machado, preso por participação no espancamento que matou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, afirmou em vídeo gravado horas após o crime que não havia câmeras na Rua Felipe de Oliveira, zona sul do Rio, onde o crime ocorreu
  • O crime aconteceu em 12 de agosto e Cláudio Rafael morreu no dia seguinte, após ser levado a um hospital e não resistir aos ferimentos causados por 63 pauladas em 9 minutos
  • Davi compareceu à 12ª DP em 17 de agosto como testemunha, levando a bicicleta usada pela vítima — propriedade da irmã dele — e negou participação nas agressões, embora tenha confessado dias depois o envolvimento no espancamento
Resumo Editorial

O segurança confessa que, mesmo sem câmeras no local, agrediu fatalmente o ciclista em nove minutos com 63 pauladas, resultando em morte imediata.

Em 12 de agosto, o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, 37 anos, foi espancado com 63 pauladas em nove minutos na Rua Felipe de O liveira, zona sul do Rio de Janeiro, e morreu no dia seguinte após não resistir aos ferimentos; o segurança Davi Santos Machado, preso por participação no crime, afirmou em gravação realizada horas após o episódio que não existiam câmeras no local para registrar a violência.

Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração

A apuração conduzida pela 12ª Delegacia Policial de Copacabana, sob comando do delegado Ângelo Lages, revelou que o suspeito Davi Santos Machado compareceu à delegacia em 17 de agosto como testemunha, trazendo a bicicleta utilizada pela vítima — bem pertencente à sua irmã, Nathalia — e negou categoricamente qualquer envolvimento nas agressões, embora tenha confessado dias posteriores sua participação no espancamento fatal.

O inquérito policial também incluiu o depoimento da irmã do falecido, que esclareceu que Cláudio Rafael não possuía problemas cognitivos comprovados e que a bicicleta tinha sido emprestada para uso pessoal, contradizendo alegações de que o ciclista agia de forma suspeita ou involuntária em razão de limitações mentais.

Ponto de Destaque

O crime resultou em 63 pauladas aplicadas em apenas nove minutos, levando à morte de Cláudio Rafael Landeiro em decorrência dos ferimentos graves.

Repercussão Jurídica e Investigação em Curso

A 12ª DP intensificou as diligências para identificar quem contratou Davi Santos Machado como segurança de rua e localizar o indivíduo que omiteu socorro durante as agressões, enquanto o Ministério Público analisa a possibilidade de tipificar o caso como homicídio qualificado agravado por circunstâncias fúteis.

Davi já foi formalmente indiciado e permanece sob prisão preventiva, com expectativa de que novas testemunhas e perícias técnicas — inclusive análise de imagens e eventuais registros de câmeras municipais — possam corroborar ou refutar sua versão dos fatos.

Atenção / Ponto Crítico
A prisão preventiva de Davi Santos Machado permanece em vigor enquanto o inquérito policial apura responsabilidades e eventuais conluio com terceiros no homicídio.

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