No domingo (18), a qualidade do ar em Manaus foi classificada como 'muito ruim', com concentração de MP2,5 atingindo 94,4 µg/m³ às 9h30, segundo dados da Defesa Civil municipal e plataforma PurpleAir, enquanto o prefeito Renato Junior fez apelo urgente por socorro às autoridades para enfrentar a crise provocada pela fumaça originada de queimadas em outros estados.
Contexto Institucional e Histórico da Crise da Qualidade do Ar
De acordo com os registros da Defesa Civil municipal, a concentração de material particulado fino (MP2,5) registrada às 9h30 de domingo (18) alcançou 94,4 microgramas por metro cúbico, valor que configura a categoria 'muito ruim' segundo os critérios da O rganização Mundial da Saúde, com a Plataforma PurpleAir — que consolida dados de 14 sensores distribuídos na capital — confirmando a gravidade da situação até as 15h. A Defesa Civil também alertou que o nível crítico se estende desde o sábado (17), quando a IQAir registrou índice de qualidade do ar de 693 pontos entre 7h e 8h, classificado como 'perigoso', com média de 401,4 µg/m³ de MP2,5 às 6h30, o que caracteriza a atmosfera como 'péssima'.
Entre 1º de junho e 16 de outubro, o Amazonas acumulou 1.892 focos de incêndio no Painel do Fogo do Censipam, órgão vinculado ao Ministério da Defesa, enquanto a Semsa documentou aumento de 10,5% nos atendimentos por doenças respiratórias na rede municipal entre agosto e setembro, evidenciando o impacto direto da exposição prolongada à poluição atmosférica sobre a saúde pública.
A concentração de MP2,5 em Manaus atingiu 94,4 microgramas por metro cúbico às 9h30 do domingo (18), configurando o pior nível de poluição desde o início das medições sistemáticas.
Repercussão Jurídica e Mobilização Governamental
O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), declarou em gravação nas redes sociais que a cidade 'não está em chamas' e atribuiu a crise à fumaça proveniente de municípios do interior e outros estados, fazendo apelo direto às autoridades estaduais, nacionais e internacionais para auxiliarem no combate aos incêndios; ao mesmo tempo, o governo estadual mobilizou equipes em municípios como Apuí, Humaitá e Itacoatiara — onde se concentram os maiores focos — com apoio logístico de sete aviões Air Tractor, um KC-390 e três helicópteros das Forças Aéreas Brasileiras.
As medidas preventivas incluem suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino, multas superiores a R$ 167 milhões aplicadas desde outubro via 610 autos de infração lavrados pelo Ipaam, e recomendações da Defesa Civil para queimadas evitando atividades físicas ao ar livre e uso obrigatório de máscaras PFF2 para populações vulneráveis.


