O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que o país não teve participação na explosão dos gasodutos Nord Stream e se dispõe a colaborar integralmente com as investigações em curso, durante coletiva de imprensa realizada no dia 23 de setembro, após a cúpula Báltico-Nórdica em Kiev.
Contexto Institucional e Apuração das Investigações
A investigação sobre as explosões que danificaram os gasodutos Nord Stream 1 e 2, ocorridas em setembro de 2022, encontra-se sob análise conjunta de autoridades dinamarquesas, suecas e alemãs, que concluíram tratar-se de ato de sabotagem, sem identificar suspeitos até fevereiro de 2024; os dois suspeitos ucranianos atualmente detidos respondem por envolvimento direto no ato, conforme informado pelos promotores alemães.
O s diálogos diplomáticos e as apurações técnicas revelam que o suposto grupo operacional partiu da costa nordeste da Alemanha a bordo do veleiro Andromeda, com passagem por territórios de Dinamarca, Suécia e Polônia, utilizando equipamentos especializados para acesso à profundidade crítica dos oleodutos.
Mais de 800 bilhões de litros de gás natural vazaram dos oleodutos Nord Stream após explosões que romperam três dos quatro tubos em setembro de 2022
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
A Ucrânia reiterou seu comprometimento com a transparência investigativa, enquanto o governo alemão manteve postura firme na identificação de possíveis cúmplices, incluindo o caso do ucraniano Volodymyr Z, contra quem foi emitido mandado de prisão europeu em 2024.
Especialistas em segurança energética apontam que o incidente ampliou a urgência da diversificação das fontes energéticas na Europa, acelerando investimentos em infraestrutura alternativa e reforçando medidas de segurança cibernética e física nas instalações críticas.



