O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comunicou a aliados sua intenção de afastar-se da vida política após a eleição de 2026, sinalizando um recuo estratégico do cenário eleitoral após o resultado do primeiro turno, em que seu partido ultrapassou a cláusula de barreira e elegeu dez parlamentares, consolidando influência no Congresso Nacional sem alcançar representação municipal.
Contexto Estratégico e Desempenho Eleitoral
Romeu Zema, que governou Minas Gerais entre 2019 e 2022 e foi reeleito em 2022 com ampla aprovação popular, demonstrou desempenho discreto nas urnas em 2023, ficando em sexto lugar no estado e não conquistando qualquer município mineiro, além de não ver a candidatura do seu sucessor, Mateus Simões (PSD), eleito.
O s relatos indicam que, apesar de ter deixado de ser um 'outsider' ao ingressar formalmente na arena política, Zema mantém distanciamento emocional da instituição partidária, com aliados próximos destacando que 'a política é muito difícil para quem não é da política', evidenciando ceticismo quanto à sua capacidade de atuação institucional dentro do Poder Legislativo.
O Novo elegeu dez parlamentares em 2023, superando a cláusula de barreira nacional sem representar qualquer município mineiro.
Repercussão Política e Perspectivas Futuras
A decisão de afastar-se da política após 2026 reflete uma estratégia de preservação de capital político para o Novo, que busca consolidar sua posição como força emergente sem sobrecarregar Zema com desgastes institucionais diretos.
Especialistas apontam que o recuo pode fortalecer a imagem do partido como alternativa moderada e técnica, diferentemente de outros projetos mais radicais, mas também expõe fragilidade na construção de lideranças regionais autônomas.



