Em setembro de 2025, o inquérito policial referente a ameaças e tentativas de extorsão sofreu novo insumo ao receber um documento anexado por Elia Roberto Fischlim, advogado com procuração para representar Renan Santos, que vinculou o perfil digital "The Phallic Man", conhecido por divulgar exaltação ao nazismo e mensagens de ódio racial, ao Movimento Brasil Livre (MBL).
Contexto da Investigação e Análise do Documento Anexado
A apuração conduzida pela Polícia Federal incluiu o exame de publicações digitais que identificaram o perfil "The Phallic Man" como ativo na disseminação de conteúdo xenofóbico, com referências positivas a Adolf Hitler e apologia à violência racial, inclusive à morte de idosos e pessoas em situação de rua, conforme relatado pelo colunista Demétrio Vecchioli. O documento anexado ao inquérito, datado de setembro de 2025, afirma que o perfil pertence a uma pessoa identificada como "Emmanuel" e declara explicitamente que estaria "junto com o MBL", indicando possível conexão entre discurso de ódio e estrutura política do candidato à Presidência Renan Santos.
O contexto imediato da investigação remete a uma série de denúncias registradas entre julho e setembro de 2025, período em que Renan Santos passou a ser alvo de ameaças digitais e tentativas de extorsão nas redes sociais, motivadas por sua trajetória política e posicionamento contrários ao discurso conservador radicalizado praticado pelo MBL. A procuração apresentada por Fischlim comprova sua legitimidade para atuar em nome do presidenciável perante as autoridades policiais, reforçando a formalidade da contribuição ao inquérito.
O inquérito policial registra, desde setembro de 2025, vínculo direto entre o perfil "The Phallic Man", ligado à exaltação nazista e mensagens de ódio racial, e o Movimento Brasil Livre (MBL).
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A campanha presidencial de Renan Santos repudiou categoricamente a autoria do documento, afirmando que não foi redigido nem assinado pelo advogado Elia Roberto Fischlim, mas sim integrado ao dossiê encaminhado por setores próximos ao presidenciável, configurando possível tentativa de desinformação ou uso político de material sensível. Após a publicação da denúncia no inquérito, Fischlim retornou à delegacia em 10 de abril para ratificar integralmente o conteúdo do boletim de ocorrência original, sinalizando compromisso com a veracidade dos fatos sob investigação.
A situação desencadeou mobilização jurídica por parte da defesa e do Ministério Público, que deverá avaliar se há elementos suficientes para configurar crime de difamação, incitação ao crime ou uso abusivo de documento oficial em processo eleitoral. O caso pode gerar repercussão nacional no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente se comprovada a intenção de desestabilizar a campanha por meio de manipulação narrativa vinculada a movimentos extremistas.



