Em 23 de maio de 2024, a produtora Karina Ferreira da Gama, conhecida por seu trabalho na Dark Horse, firmou com a Universidade de São Paulo (USP) um convênio de R$ 180 mil para capacitar professores de 16 escolas do Distrito Federal no uso de impressoras 3D, projeto vinculado ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e ao programa Escola do Futuro da ECA, enquanto investigações da Polícia Federal apuravam suspeitas de desvio de emendas parlamentares do deputado Mário Frias (PL).
Contexto Institucional e Procedimentos de Aprovação
A formalização do convênio ocorreu após análise rigorosa pelos órgãos competentes da USP, incluindo o Conselho Deliberativo da Escola do Futuro, o Conselho Técnico-Administrativo da Escola de Comunicações e Artes, além das equipes financeira e jurídica da universidade e da Fundação de Apoio à Pesquisa (FUSP), garantindo transparência e conformidade com normas universitárias.
A iniciativa, desenvolvida pelo ICB em parceria com a Escola do Futuro, visava qualificar docentes por meio de materiais didáticos digitais — como vídeos, plataformas como Google Analytics e ferramentas colaborativas —, com supervisão pedagógica que, segundo a coordenadora Brasilina Passarelli, foi integralmente remota, sem contato presencial com o Distrito Federal.
O contrato com a USP valia R$ 180 mil e previa capacitação de professores em 16 escolas do DF por meio do Instituto Conhecer Brasil.
Repercussão Legal e Implicações no Âmbito Público
A Polícia Federal realizou buscas na residência dos envolvidos em 10 de setembro, suspeitando de desvios de emendas parlamentares no valor de até R$ 100 mil destinadas ao projeto Wi-Fi na periferia de São Paulo, fato que já havia gerado notoriedade à produtora Karina Ferreira da Gama, ligada ao filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
A USP manteve postura técnica ao afirmar que não detectou irregularidades no convênio, destacando que o projeto seguiu todas as etapas burocráticas exigidas, enquanto o Ministério Público Federal investiga possíveis indícios de corrupção ligados a Frias e ao repasse indevido de recursos públicos.



