A Justiça Federal do Paraná definiu, para o período de 13 a 16 de outubro de 2024, a agenda de audiências que prevê a oitiva de 50 testemunhas no processo que inclui Willian Barile Agati, réu apontado como membro da alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) e como elo operacional entre a organização criminosa brasileira e a 'Ndrangheta, facção italiana vinculada ao tráfico internacional de drogas.
Contexto Institucional e O peracional da Agenda Judicial
As audiências foram determinadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e se desenrolarão diariamente, a partir das 13h, em um cronograma meticulosamente estruturado: duas testemunhas serão ouvidas no dia 13, doze no dia 14, dezessete no dia 15 e dezenove no dia 16, totalizando as cinquenta testemunhas previstas no escopo investigativo.
O processo encontra-se em fase avançada de instrução, com as oitivas servindo como etapa decisiva para a colheita de depoimentos que poderão corroborar ou refutar a tese acusatória de que Agati coordenava rotas logísticas de remessas de cocaína destinadas à Europa, estabelecendo pontes operacionais entre o PCC e a 'Ndrangheta, com base em documentos apreendidos e colaborações premiadas.
O total de 50 testemunhas será ouvido entre os dias 13 e 16 de outubro de 2024 na 13ª Vara Federal de Curitiba.
Repercussão Jurídica e Estratégias Processuais
A defesa de Willian Agati, representada pelo advogado Eduardo Maurício, sustenta que o processo está sob segredo de justiça e questiona a validade da prova central baseada em interceptação telefônica realizada por meio do servidor SKY ECC, alegando ausência de preservação da cadeia de custódia e nulidade técnica do material obtido.
Com o término das oitivas testemunhais programadas para meados de outubro, os interrogatórios formais dos quatorze réus — entre eles Agati, Tharek Mourad Mourad, Daniel Bosso Rodrigues e demais integrantes do grupo — estão marcados para 22 de outubro, com possibilidade de remarcação até 29 de outubro caso haja necessidade de concluir a produção probatória.
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