Durante a edição de 2024 do programa Angélica ao Vivo, exibido pela Rede e apresentado pela âncora Angélica, a cantora Ivete Sangalo retomou, em pronunciamento direto à televisão nacional, a controvertida declaração proferida em 2015 durante entrevista concedida ao apresentador Jô Soares, no qual afirmou pertencer à máxima: "O homem goza para relaxar, a mulher relaxa para gozar".
Contexto Institucional e Histórico da Polêmica
A revelação ocorreu no âmbito de uma análise crítica sobre as transformações sociais referentes à sexualidade e aos padrões de comportamento de gênero propostos pela artista em sua trajetória pública, após o recrudescimento do debate nas plataformas digitais em decorrência da exibição do trecho em que a baiana discursou sobre as diferenças entre os prazeres masculinos e femininos, fato esse que gerou reavaliação sobre o uso de linguagem coloquial em contextos mediáticos.
O comentário original, veiculado em 2015 em entrevista ao programa comandado por Jô Soares, situou-se em um momento de reflexão sobre os prazeres da sexualidade, quando a artista bahiana explicitou uma distinção entre os modos como homens e mulheres poderiam vivenciar o prazer físico, afirmando: "Eu tenho uma máxima! O homem goza para relaxar, a mulher relaxa para gozar", frase que na sequência gerou ampla repercussão no ambiente virtual, com internautas questionando a adequação do discurso em pleno século XXI.
A cantora reiterou que sua máxima de 2015 permanece como referência para compreender as dinâmicas de prazer entre os sexos, mesmo após quase uma década do primeiro pronunciamento.
Repercussão O ficiais e Cenários Futurantes
Em resposta às críticas geradas pelo comentário retransmitido em 2024, a direção da Rede classificou a fala como 'um registro histórico de uma artista que dialoga com questões contemporâneas', enquanto o Ministério da Cidadania informou que eventuais medidas cabíveis dependeriam da análise jurídica sobre eventuais violações à dignidade humana previstas na legislação vigente.
Especialistas em comunicação e direitos humanos apontam que o retorno do discurso à tona evidencia a persistência de estereótipos de gênero na cultura popular brasileira, gerando debate sobre a responsabilidade dos artistas na construção de narrativas que influenciam percepções sociais.



