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Polícia

Defesa de Marcola nega provas e contesta investigação do MP sobre lavagem de dinheiro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 10:33
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Defesa de Marcola nega provas e contesta investigação do MP sobre lavagem de dinheiro
Fatos Rápidos da Notícia
  • Defesa de Marcola protocolou resposta contestando acusações do MP sobre lavagem de dinheiro
  • Operação Vérnix investiga esquema ligado ao PCC e envolve Deolane Bezerra
  • Advogado alega irregularidades na investigação e solicita acesso a elementos da apuração
Resumo Editorial

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho protocolou resposta ao Ministério Público de São Paulo questionando a validade das provas da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC e a influenciadora Deolane Bezerra.

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal liderança do PCC, apresentou nesta quarta-feira (4) uma contestação às acusações do Ministério Público de São Paulo relacionadas à Operação Vérnix, deflagrada em maio. A ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

O advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, alegou irregularidades na fase investigativa que comprometeriam a validade dos atos processuais. Além disso, solicitou acesso a elementos da apuração ainda não disponibilizados e a realização de novas diligências para esclarecer os fatos.

A manifestação sustenta que as provas apresentadas pelo MP são insuficientes para comprovar a responsabilidade penal dos investigados. Entre os alvos estão familiares de Marcola, como Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, foi presa sob suspeita de ocupar uma posição de destaque na estrutura financeira e empresarial do grupo. Segundo o MP, a família de Marcola atuava junto com ela para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital.

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material mencionava uma 'mulher da transportadora' que colaboraria com o levantamento de endereços de agentes públicos para possíveis ataques.

A polícia identificou uma empresa de transportes em Presidente Venceslau como braço financeiro controlado pela família de Marcola. Durante as apurações, a perícia em um aparelho celular revelou conversas entre familiares e Deolane Bezerra.

Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de bens de luxo. A defesa informou à CNN Brasil que aguarda a manifestação do Ministério Público e a análise dos pedidos pelo juízo.

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Tags:PCC

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