No início da manhã de 28 de setembro de 2023, um motociclista faleceu após colidir com a traseira de uma carreta na Rodovia Anhanguera, no km 58, no sentido Campinas, em Jundiaí (SP), por volta das 10h. O corpo permaneceu no local por cerca de três horas devido a um encaminhamento inicial equivocado da Polícia Rodoviária Militar, que indicou um endereço incorreto para as autoridades competentes, atrasando o atendimento até as 12h50, conforme apurado pela investigação.
Contexto Institucional e Procedimentos de Atendimento
A colisão entre o motociclista e a carreta ocorreu em condições de visibilidade adequadas, segundo laudo preliminar da Polícia Rodoviária Militar (PRM), que registrou a velocidade aproximada do veículo de carga como compatível com os limites estabelecidos para a via. A vítima, identificada apenas por meio das impressões digitais coletadas no local — já que não portava documentos oficiais — foi declarada morta no local pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que chegaram ao local às 10h45 após a confusão inicial na comunicação entre as forças de segurança.
O s protocolos da concessionária Motiva Autoban, responsável pela operação da rodovia na seção, previam o acionamento imediato dos serviços de emergência e o isolamento da área, mas o deslocamento das equipes para o endereço inicialmente comunicado pela PRM — um ponto distinto do km 58 — gerou atraso significativo no processo de atendimento e na retirada do corpo, que só foi efetivada às 13h54 após a confirmação pericial e a liberação da via pelo Instituto Médico Legal (IML).
O corpo do motociclista permaneceu no local por três horas devido a erro de comunicação da PRM, atrasando o atendimento até as 12h50 e encerrando atividades às 13h54.
Repercussão Jurídica e O peracional
Em comunicado oficial, a Motiva Autoban confirmou o cumprimento rigoroso dos protocolos internos de atendimento, ressaltando que a liberação definitiva da via dependeu exclusivamente dos procedimentos periciais e da atuação do IML, sem qualquer falha operacional por parte da concessionária. A Polícia Rodoviária Militar ainda não prestou esclarecimentos formais sobre a origem do erro na comunicação do local do acidente, apesar de ter sido acionada para esclarecer o equívoco na indicação do endereço.
As investigações policiais seguem em andamento para apurar as circunstâncias que levaram ao fatal colapso do motociclista e ao erro logístico no encaminhamento das autoridades, com possibilidade de responsabilização administrativa ou criminal caso se comprove negligência no repasse de informações críticas durante o procedimento inicial.



