Em Campinas, neste sábado (22/8), o candidato à Presidência Ronaldo Caiado, do PSD, reafirmou sua posição favorável ao fim da escala 6×1 de trabalho e à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, contrariando declarações anteriores em que classificou a proposta como eleitoreira e populista\), durante entrevista coletiva realizada no interior de São Paulo.
Contexto Institucional e Histórico da Proposta de Emenda à Constituição
A PEC que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6×1 encontra-se em tramitação no Senado desde maio, sem avanços significativos na votação, embora o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenha anunciado recentemente a encaminhamento da matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após diálogos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizando possível reativação do debate no próximo biênio legislativo. A expectativa majoritária é que a análise se consolide apenas após o término do calendário eleitoral, dada a polarização em torno da proposta e o risco de uso político por parte dos partidos.
Antecedentemente, Caiado havia evitado alinhar-se publicamente à iniciativa, considerando-a um movimento meramente eleitoral, conforme expressou no 11º Fórum CNT de Debates (19/8), mas sua postura mudou radicalmente na mais recente entrevista coletiva em Campinas, indicando uma estratégia de reposicionamento político visível no cenário nacional.
A PEC prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6×1, com votação prevista para ocorrer somente após as eleições.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Segurança Pública
O candidato Ronaldo Caiado reiterou críticas ao governo federal, afirmando que o Brasil não pode se tornar uma "República dos filhos complicados", atacar Lula e Flávio Bolsonaro como "fujões" e propor a tipificação penal de "terrorismo domiciliar" para combater a atuação de facções criminosas, além de comprometer-se com a construção de 40 presídios de segurança máxima e a ampliação do uso de inteligência artificial nas forças de segurança, tecnologia já empregada em seu mandato como governador de Goiás.
Além disso, defendeu a criação de uma força policial integrada com países vizinhos para combater narcotráfico, contrabando de armas e lavagem de dinheiro, e reiterou apoio à autossuficiência na produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), ampliação de tratamentos genômicos e reforço à vacinação como pilares da política pública.



