No âmbito do ABDIB Fórum Eleições 2026, realizado em São Paulo em 25 de setembro de 2024, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reiterou sua defesa do livre comércio e da abertura de mercados como estratégia para superar o contexto internacional marcado por duas guerras simultâneas, destacando que a ampliação do comércio exterior beneficia diretamente a população brasileira e fortalece a inserção do país na economia global.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A declaração foi proferida durante participação do vice-presidente em fórum voltado para as eleições presidenciais de 2026, onde ele reafirmou compromisso com políticas comerciais abertas, alinhadas ao discurso de modernização da balança comercial brasileira. O vice-presidente enfatizou que o crescimento das exportações, especialmente no agronegócio e na exploração de minerais estratégicos, deve avançar com base em acordos bilaterais e multilateralistas, como o recentemente firmado com a União Europeia, além de iniciativas em negociação com economias emergentes.
Nos últimos anos, o Brasil tem intensificado esforços para diversificar seus parceiros comerciais e reduzir dependência de mercados tradicionais, enquanto enfrenta desafios estruturais na logística e na burocracia exportadora. A defesa do livre comércio por Alckmin se insere em um debate mais amplo sobre soberania econômica em um cenário de volatilidade geopolítica e crise energética global.
Alckmin afirmou que o Brasil pode conciliar produção agrícola com preservação ambiental enquanto amplia exportações para o mercado europeu.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A posição do vice-presidente contrasta com movimentos internos que defendem protecionismo econômico ou maior intervenção estatal na economia, gerando debates sobre o papel do governo federal como 'braço político do Estado' versus a autonomia da nação no cenário internacional. Autoridades da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e representantes do setor produtivo acompanharam a fala com sinalização favorável à continuidade das políticas abertas.
O governo federal reforçou seu compromisso com a participação ativa do Brasil em fóruns globais, mantendo postura de mediador entre interesses nacionais e demandas internacionais, enquanto especialistas apontam que a efetividade das medidas dependerá da aprovação legislativa e da superação de entraves burocráticos.



