A Polícia Federal (PF) instaurou 35 inquéritos policiais e lavrou 97 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) para apurar crimes eleitorais durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, com registros acumulados até às 20h30 do dia 4 de outubro, data em que 194 pessoas foram conduzidas à delegacia e R$ 1,82 milhões em bens e valores, incluindo R$ 493,5 mil em dinheiro em espécie, foram apreendidos em âmbito nacional.
Apuração das Investigações e Contexto das O corrências
O s inquéritos policiais e os TCOs representam o esforço coordenado da PF para mapear condutas ilícitas como compra de votos, propaganda eleitoral irregular e uso indevido de recursos públicos em 27 unidades da federação, abrangendo desde o Distrito Federal até estados como Roraima e Amapá, onde a prática de intermediários eleitorais tem se tornado recorrente.
A apuração, realizada com apoio técnico de especialistas em direito eleitoral e análise de documentos digitais, identificou padrões de organização de redes que distribuíam cestas básicas, listas de eleitores manipuladas e até equipamentos eletrônicos falsos para registrar votações indevidamente.
Mais de R$ 46,5 milhões em bens apreendidos ao longo do ano de 2026 ligados a crimes eleitorais, com cerca de R$ 31 milhões em dinheiro vivo
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A PF destacou que os valores apurados são preliminares e dependem da validação pericial dos bens apreendidos, ressaltando a necessidade de processo judicial rigoroso para responsabilização dos envolvidos.
O Ministério Público Eleitoral já acionou o Judiciário para requisição de registros bancários e análise de movimentações suspeitas, enquanto especialistas apontam que as investigações podem culminar em anulação de candidaturas e cassação de mandatos caso comprovada a prática criminosa.



