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Polícia

Trio de agiotagem é preso por cobranças de 20% ao mês e ameaças

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 56 min
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Trio de agiotagem é preso por cobranças de 20% ao mês e ameaças
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a operação 'Broken Chain' contra trio suspeito de operar esquema de agiotagem em Cuiabá, com cobrança de juros mensais de até 20%
  • Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares diversas da prisão, com apreensão de R$ 9.970 em espécie e documentos que incluem notas promissórias e dados de processos judiciais contra vítimas
  • Os investigados estão proibidos de contatar vítimas, testemunhas ou familiares e não podem exercer qualquer atividade relacionada à concessão ou cobrança de empréstimos, com pena máxima combinada de cinco anos de prisão
Resumo Editorial

O trio responde por cobranças ilegais de até 20% ao mês, com juros que ultrapassam 170% do empréstimo, configurando usura e ameaças.

Na manhã desta sexta-feira (18/9), a Polícia Civil do Mato Grosso deflagrou a operação "Broken Chain", com o objetivo de desmantelar um esquema de agiotagem operado por um trio suspeito de cobrar juros mensais de até 20% em empréstimos informais, em Cuiabá.

Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) revelaram que o grupo suspeito utilizava cheques e notas promissórias como garantia para empréstimos informais, com cobranças que ultrapassavam significativamente os limites legais estabelecidos pela Lei nº 18.086/89, configurando usura pecuniária.

O s procedimentos policiais incluem a análise minuciosa dos documentos apreendidos, que evidenciam a estrutura de cobrança agressiva, com registros de valores pagos superiores aos emprestados em até 170%, além de relatos de ameaças, intimidação psicológica e abordagens em locais de trabalho e residências, conforme depoimentos das vítimas.

Ponto de Destaque

O esquema investigado cobrava juros mensais de até 20%, configurando usura pecuniária em valores que ultrapassavam em até 170% o empréstimo inicial, conforme apurações da Decon.

Repercussão Legal e Medidas Preventivas

O delegado Rogério Ferreira, titular da Decon, destacou que as vítimas de agiotagem têm direito a registrar boletim de ocorrência e obter medidas judiciais para cessar imediatamente as cobranças e afastar os investigados de qualquer contato com elas, testemunhas ou familiares.

As medidas cautelares determinam a proibição total dos acusados de exercer atividades relacionadas à concessão ou cobrança de empréstimos, inclusive por intermédio de terceiros ou plataformas digitais, com risco de prisão preventiva caso descumpram as determinações judiciais vigentes.

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E afastá-los das vítimas, testemunhas e de seus familiares.}

Atenção / Ponto Crítico
O descumprimento das ordens judiciais ou a comprovação de vínculo com facções criminosas pode gerar prisão preventiva e novas medidas cautelares mais gravosas.

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