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Política

Vorcaro transfere cotas do jato Legacy 650 para Viviane Barci de Moraes

PorAndre ShaldersVerificadoOrtografia IAPublicado Há 58 min
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Vorcaro transfere cotas do jato Legacy 650 para Viviane Barci de Moraes
Fatos Rápidos da Notícia
  • O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, transferiu parte da propriedade de um jato Legacy 650 para a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes
  • A transação foi registrada como pagamento por serviços jurídicos no valor de R$ 50 milhões
  • O contrato, datado de 19 de maio de 2025, está sob investigação no STF com relatoria do ministro André Mendonça
Resumo Editorial

A transferência de cotas do jato Legacy 650, valorizada em R$ 50 milhões como honorários, envolve Vorcaro e Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Em uma investigação de relevância excepcional no âmbito do Supremo Tribunal Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, efetuou a transferência da titularidade de um jato Legacy 650 para a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, por meio de um contrato firmado em 19 de maio de 2025 com valor nominal de R$ 50 milhões, oficialmente justificado como pagamento por serviços jurídicos prestados pelo escritório dela.

Contexto Jurídico e Estrutura da O peração Financeira

A apuração realizada pela equipe editorial do jornal constatou que o contrato em questão foi celebrado entre a Viking Participações, holding patrimonial controlada por Vorcaro, e o escritório Barci de Moraes, especializado em direito empresarial e tributário, com a formalização dos serviços mediante a utilização de cotas societárias em duas empresas chamadas Fraction 024 Administração de Bem Próprio S. A. (F24) e Fraction 053 Administração de Bem Próprio S. A. (F53), sendo F24 proprietária do citado jato Legacy 650 e F53 envolvida em uma operação emergente de aquisição de helicóptero Airbus EC155 B1.

Conforme registrado nos autos da investigação do caso Master no STF, sob a relatoria do ministro André Mendonça, o valor declarado na transação – R$ 50 milhões – foi classificado como honorários advocatícios, embora peritos apontem indícios de estruturação financeira para ocultar a efetiva titularidade do bem móvel e eventuais conflitos de interesse com o cargo público ocupado por Alexandre de Moraes.

Ponto de Destaque

O contrato formaliza o pagamento de R$ 50 milhões em honorários jurídicos por uma advogada vinculada ao ministro Alexandre de Moraes

Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais

O Ministério Público Federal e a Corregedoria da Justiça Federal já solicitaram ao STF a abertura formal de inquérito para apurar a legalidade da operação e eventuais abusos na utilização da isenção fiscal prevista para bens patrimoniais adquiridos por pessoas públicas.

As declarações oficiais do Banco Master e do escritório Barci de Moraes negam qualquer irregularidade, alegando estrita conformidade com normas tributárias e contratuais vigentes.

Atenção / Ponto Crítico
O ministro André Mendonça tem até 30 dias para emitir parecer vinculativo sobre a admissibilidade das provas no inquérito no STF.

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