Na quinta-feira (17/9), durante o processo de retirada da estátua de dois metros da Sagrada Família do topo da antiga Escola Jesus, Maria e José em Fortaleza, a peça foi icingida por guincho e, ao perder o equilíbrio, caiu e quebrou, gerando choque entre os presentes e demandando imediata avaliação técnica e religiosa.
Contexto Histórico e Desafios Técnicos da Remoção
A operação de içamento, realizada pela manhã sob supervisão da empresa contratada pela prefeitura, envolveu equipamentos especializados e seguidos de protocolos rigorosos de segurança; no entanto, a perda de estabilidade da estrutura metálica durante o manobramento culminou no desprendimento da base da estátua, que atingiu o asfalto com força impactante, fragmentando-se em múltiplas partes.
A unidade arquitetônica, construída no início do século XX como parte de uma iniciativa filantrópica para abrigar crianças órfãs e carentes, possuía grande significado simbólico na região, tendo sido projetada originalmente para coroar o prédio como manifestação visível da devoção católica e da obra social da Igreja local.
A Sagrada Família de Fortaleza, com cerca de dois metros de altura, caiu durante o içamento por guincho, quebrando-se em múltiplas partes e gerando urgência para restauração.
Repercussão Eclesiástica e Compromissos com a Preservação
A Arquidiocese de Fortaleza manifestou sua profunda consternação pelo ocorrido, destacando que a empresa responsável pelo serviço assumirá integralmente os custos da restauração da imagem, conforme comunicado oficial à prefeitura e ao setor de patrimônio religioso.
O documento institucional afirma que a peça restaurada será encaminhada à Catedral Metropolitana de Fortaleza para guarda permanente da Arquidiocese, garantindo sua preservação como patrimônio histórico-religioso e permitindo que fiéis voltem a venerá-la após conclusão dos serviços técnicos especializados.



