Na terça-feira, 22 de setembro de 2023, durante a 81ª Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas, os Estados Unidos firmaram com a Dinamarca um acordo que estabelece o controle permanente da segurança da Groenlândia por meio da construção de duas novas bases militares na região autônoma da Dinamarca, localizada no Ártico. O documento autoriza a instalação das instalações em Narsarsuaq e Mestersvig, com a participação do presidente norte-americano Donald Trump, do primeiro-ministro da ilha Jens-Frederik Nielsen e da primeira-ministra da Dinamarca Mette Frederiksen. A iniciativa reforça a presença militar dos EUA no Ártico, restrita a nações integrantes da O tan, e contrasta com posições europeias que rejeitam qualquer forma de anexação ou controle unilateral da região.
Contexto Histórico e Estratégico do Acordo de Segurança na Groenlândia
A negociação culminou em um documento assinado sob o prestígio diplomático da O NU, onde os Estados Unidos garantiram o direito de expansão militar em territórios groenlandeses, sob a condição de que apenas países membros da O tan poderão operar nas novas bases. A medida se insere em uma estratégia de longo prazo de projeção geopolítica norte-americana no Ártico, uma região com crescente relevância estratégica devido ao derretimento do gelo e à abertura de rotas marítimas. A Groenlândia, embora integrante do reino dinamarquês, detém autonomia legislativa parcial e possui um histórico de resistência a tentativas externas de influência militar ou econômica.
Nos bastidores da negociação, fontes próximas à administração Trump indicaram que a decisão responde a uma avaliação de risco de segurança nacional envolvendo monitoramento de atividades russas e chinesas no Ártico. O presidente Trump já havia reiterado publicamente, durante seu segundo mandato iniciado em janeiro de 2025, que a Groenlândia é essencial para a defesa territorial dos EUA, embora sem precisar mencionar intenções de compra direta durante este novo acordo.
O acordo permite o estabelecimento permanente das bases militares dos Estados Unidos em Narsarsuaq e Mestersvig, reforçando sua presença estratégica no Ártico sob exclusividade da O tan.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Internacionais
O governo dinamarquês manifestou forte resistência simbólica à iniciativa, com a primeira-ministra Mette Frederiksen declarando categoricamente que 'Groenlândia não está à venda', reforçando a soberania islandesa diante da pressão norte-americana. A comunidade internacional, por sua vez, tem observado o movimento com preocupação, especialmente entre os aliados europeus da O tan, que temem uma escalada de tensões que poderia comprometer a unidade da aliança no confronto com adversários como a Rússia e a China.
Especialistas em direito internacional apontam que o acordo pode gerar controvérsias sobre o respeito ao princípio da integridade territorial da Dinamarca, conforme a Carta das Nações Unidas. A expectativa é que negociações adicionais ocorram nos próximos meses para definir os parâmetros operacionais das bases e garantir conformidade com o direito marítimo internacional.



