Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sucessão presidencial, orientou sua pré-campanha a evitar ataques diretos à Suprema Corte, priorizando críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante manifestação realizada em 7 de setembro, em um esforço estratégico para preservar o diálogo institucional caso vença a eleição.
Contexto Institucional e Estratégia de Campanha
A orientação do candidato, articulada por seus assessores e alinhados com a direção do Partido Liberal, busca minimizar provocações ao Poder Judiciário, considerando que ataques generalizados ao STF podem consolidar a imagem de Moraes como vítima e fortalecer seu apoio entre os demais ministros.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), manteve reunião com o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, visando analisar as dimensões institucionais da crise no Judiciário e seus reflexos no calendário eleitoral, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, sinalizou a possibilidade de pautar pedidos de investigação contra Moraes e André Mendonça no plenário em sessão virtual.
A campanha bolsonarista evita confrontos diretos com o STF para não gerar reação unificada dos ministros contra Alexandre de Moraes
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Políticos
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que adotará o tempo necessário para analisar os pedidos de investigação contra Alexandre de Moraes e André Mendonça, com possibilidade de apreciação virtual para evitar desgaste institucional durante o período eleitoral.
A expectativa é que a decisão final sobre os processos seja postergada para após as eleições, evitando contaminações que possam comprometer a neutralidade do Judiciário em um cenário polarizado.



