Em 2025, a Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento, o menor índice da série histórica do MapBiomas, com 92% da área desmatada correspondendo a vegetação primária, conforme levantamento técnico que analisa transformações no uso da entre 1985 e 2025.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise do MapBiomas aponta que a redução recente no desmatamento ocorre em um cenário de intensificação de políticas ambientais e avanços tecnológicos na monitoria, mas persiste a pressão sobre o bioma decorrente da expansão da agropecuária e da malha viária, conforme evidenciam os dados de ocupação territorial em áreas de até cinco quilômetros de estradas, onde a vegetação nativa ainda representa 56,7% em contraste com 40,2% da agropecuária.
As transformações no uso da revelam que, apesar da diminuição do desmatamento, a ocupação humana continua a reconfigurar o bioma: a pastagem ocupa 50,8 milhões de hectares — 12% do total amazônico — representando crescimento de 556% em 41 anos e perda acumulada de 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa desde 1985.
O desmatamento de 693 mil hectares em 2025 representa o menor valor da série histórica do MapBiomas, com 92% correspondendo à vegetação primária.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
As autoridades ambientais destacam que a redução no desmatamento reflete o efeito combinado de fiscalização reforçada e alternativas econômicas sustentáveis, mas ressaltam que a expansão da mineração — que quadruplicou sua área em menos de uma década, atingindo 440 mil hectares com 47% das zonas abertas nos últimos dez anos — mantém-se como desafio regulatório crítico.
Especialistas apontam que a continuidade da pressão fundiária sobre unidades de conservação, terras indígenas e territórios quilombolas exige ajustes nas políticas de planejamento territorial para evitar retrocessos no cumprimento dos compromissos climáticos internacionais.


