No dia em que o Brasil celebra o Dia do Gamer, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou oficialmente o jogo eletrônico "Tesouraço! Corte a gastança e devolva ao povo", vinculado à sua pré-campanha presidencial pela aliança PL/Republicanos, como ferramenta lúdica para divulgar sua proposta de contenção de gastos públicos e captar dados de apoiadores rumo ao engajamento digital da campanha.
Contexto Institucional e Estratégia de Divulgação Digital
A iniciativa foi divulgada oficialmente por meio dos canais digitais da campanha do senador, com o jogo disponibilizado em plataforma web interativa que permite ao usuário selecionar entre cinco personagens digitais — Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, Jair Bolsonaro, Rogério Marinho e Daniella Marques — para enfrentar simbolicamente a representação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), utilizando uma tesoura inspirada no "Fruit Ninja" como mecanismo central de interação.
A plataforma, desenvolvida pela equipe digital da campanha, prevê a coleta voluntária de telefone e e-mail durante o cadastro, com estímulo explícito ao compartilhamento dos desafios via WhatsApp, visando ampliar a rede de contatos e fortalecer os canais de comunicação direta com a base eleitoral, ao mesmo tempo em que opera sem divulgação de valores específicos ou detalhamento técnico das medidas de corte propostas.
O jogo concentra cinco personagens políticos em confronto simbólico com Lula, utilizando a mecânica de corte inspirada em 'Fruit Ninja' para representar a proposta de eliminação de gastos públicos.
Repercussão Institucional e Desafios Éticos na Uso de Dados
A iniciativa gerou questionamentos por parte de especialistas em proteção de dados e ética digital, que apontaram risco de violação ao princípio da finalidade informacional ao combinar entretenimento político com captação massiva de informações pessoais sem transparência sobre uso futuro dos contatos coletados.
A Justiça Eleitoral ainda não se manifestou formalmente sobre a regularidade da ferramenta, enquanto órgãos como a Anatel e a Procuradoria-Geral da República analisam eventuais infrações à legislação eleitoral vigente e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).



