O candidato à Presidência pelo Democratas, veterinário Wilson Grassi, reafirmou sua proposta de suprimir os governos estaduais e as Assembleias Legislativas estaduais, defendendo que os municípios se reportem diretamente à Presidência, enquanto o ministro Dias Toffoli revogou as restrições à sua campanha após constatação de irregularidades na comunicação dos perfis eleitorais.
Proposta de Eliminação dos Entes Subnacionais e Seus Fundamentos
A apuração revelou que Grassi, em entrevista gravada ao na terça‑feira (1º/9), afirmou que os governadores "não servem para nada" e que a extinção dos cargos estaduais dobraria os recursos destinados aos municípios, cuja população varia entre 5.000 e 10.000 habitantes, segundo declarações proferidas em ambiente de entrevista informal.
Conforme relato, o candidato sustenta que os estados absorvem aproximadamente 50 % do orçamento público e propõe salário mensal de R$ 1 milhão para cada deputado federal, além da supressão da cota parlamentar e das emendas parlamentares, argumentando que tais medidas eliminariam o que denominou de "sequestro" do Executivo pela base legislativa.
Wilson Grassi propõe salário de R$ 1 milhão por mês para cada deputado federal, eliminando a cota parlamentar e as emendas parlamentares.
Repercussão Jurídica e Institucional da Campanha
O ministro Dias Toffoli, presidente do Superior Tribunal Eleitoral, revogou as restrições à campanha de Grassi, autorizando a reativação dos perfis nas redes sociais, o repasse de recursos do Fundo Eleitoral e a participação em debates, após constatação de que o candidato não havia comunicado adequadamente os perfis de campanha dentro do prazo legal previsto.
A decisão reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das normas eleitorais e sinaliza que eventuais omissões poderão gerar sanções mais severas, enquanto a proposta de extinção dos entes subnacionais ainda carece de detalhes operacionais e faces críticas de setores jurídicos e econômicos.



