Cinquenta economistas e profissionais de outras áreas assinaram, na última sexta-feira (30), um manifesto contrário à adoção de cortes em despesas sociais como estratégia para conter o endividamento do país. O documento, intitulado “As urnas decidiram”, critica a pressão do mercado financeiro sobre o governo eleito e defende que o programa escolhido pela maioria dos eleitores na eleição presidencial deve ser respeitado, rejeitando o que chamam de ‘terceiro turno’ para influenciar a política econômica.
Entre as propostas dos signatários estão a criação de um novo regime fiscal com regras menos rígidas que o arcabouço atual, a revisão da meta de inflação e a ampliação da tributação sobre os mais ricos. O texto também questiona o impacto dos juros reais na dívida pública, citando que as despesas com juros ultrapassaram R$ 1,1 trilhão nos últimos 12 meses, enquanto o Banco Central justifica a manutenção da Selic elevada pelas pressões inflacionárias e pelos déficits fiscais primários.



