A família da empresária Andreia Vieira apresentou ao Ministério Público de Goiás representação criminal com pedido de instauração de Procedimento Investigativo Criminal (PIC) para apurar as circunstâncias da morte ocorrida na madrugada de 12 de agosto, em Goiânia, após uma cirurgia plástica de mais de oito horas que, segundo a defesa, careceu de suporte intensivo no pós-operatório imediato.
Contexto Institucional e Procedimental da Representação Criminal
A denúncia formal, protocolada em 11 de agosto e formalmente apresentada em 2023, reúne um conjunto robusto de evidências documentais — prontuários médicos, exames laboratoriais realizados na Espanha, registros audiovisuais da emergência e transcrições de declarações emergenciais — para sustentar a tese de possível falha no dever objetivo de cuidado, omissão no atendimento pós-operatório e relação causal entre a assistência hospitalar e o desfecho fatal.
Conforme apurado pela reportagem, os exames prévios indicavam anticorpos IgM para Borrelia burgdorferi e Brucella, evidenciando risco inflamatório ou infeccioso ativo, enquanto a extensão da cirurgia — que perdurou de 8h10 a 16h20 do dia 11 — e a transferência subséquente para um quarto comum, sem estrutura mínima de monitoramento intensivo, reforçam a suspeita de negligência protocolar por parte da instituição.
A cirurgia durou mais de oito horas entre 8h10 e 16h20 do dia 11 de agosto, segundo a cronologia apresentada pela defesa.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
O Ministério Público acolheu a representação com seriedade técnica, determinando a abertura do PIC e autorizando a apreensão urgente das provas documentais e audiovisuais, sob pena de obstrução à instrução penal prevista no Código de Processo Penal.
A defesa reiterou que não busca antecipar culpabilidade, mas exige apuração pericial rigorosa que contemple o impacto combinado da infecção prévia, da longa duração anestésica e da ausência de suporte pós-operatório adequado.


