Entre 8 e 9 de setembro, perfis-fantasmas no Instagram publicaram dois vídeos com desinformação sobre o escândalo do Banco Master, atingindo mais de um milhão de usuários cada, financiados por impulsionamentos pagos em reais e dólares sem rotular como IA nem exibir CNPJ de campanha, violando regras do TSE.
Contexto e Dinâmica dos Perfis-Fantasmas
A apuração revelou que três contas criadas com o propósito exclusivo de difusão efêmera foram utilizadas para divulgar conteúdo manipulatório durante o período eleitoral, com foco em descredibilizar o PT e Lula por meio de narrativas falsas sobre o caso Banco Master, que envolveu desvios de recursos do fundo partidário.
O s vídeos, produzidos com tecnologia de inteligência artificial em pelo menos um dos casos e publicados sem identificação legal obrigatória, configuraram propaganda eleitoral irregular ao omitir a origem pagadora e não informar a natureza sintética do material, conforme diretrizes do TSE para campanhas.
Mais de 1 milhão de usuários alcançados por vídeo em apenas duas horas, com impulsionamento pago que chegou a R$ 34 mil por dia
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Federal já iniciaram investigações para apurar a origem dos perfis e a configuração de crime contra a democracia eleitoral, com possibilidade de aplicação de sanções que incluem multa proporcional ao valor investido e anulação de propaganda.
O PL já anunciou measures legais contra os responsáveis pela desinformação, enquanto o TSE reforça monitoramento de veículos digitais para evitar nova prática durante o pleito.
O s perfis foram apagados em menos de 24 horas, mas a repercussão jurídica pode culminar em ação penal por propaganda ilícita e violação do Código Eleitoral.



