Na sexta-feira (9/10), um incêndio de grande magnitude consumiu 61,8 hectares da área de preservação ambiental da Embrapa Meio-Norte em Teresina (PI), abrangendo campos experimentais, pomares e o Banco Ativo de Germoplasma de Babaçu, localizado no mesmo complexo.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O primeiro foco foi detectado na noite de segunda-feira (5/10) em um pomar de cajueiros, onde o fogo rapidamente atingiu áreas adjacentes de produção de frutas nativas, incluindo experimentos de melhoramento genético de espécies como bacuri, cajá e xixá, bem como o pomar de mangueiras utilizado em pesquisas sobre adaptação climática e resistência a pragas.
A estrutura do Banco Ativo de Germoplasma, que preserva material genético de babaçu recolhido há mais de 30 anos, também sofreu impactos diretos, levantando preocupações sobre a integridade de coleções únicas e estratégicas para a segurança alimentar nacional.
O incêndio destruiu 61,8 hectares de áreas experimentais da Embrapa, incluindo o Banco Ativo de Germoplasma de Babaçu e pomares com espécies nativas em fase avançada de pesquisa.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Em pronunciamento oficial, Anísio Lima Neto, chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, destacou a necessidade de investimento estratégico em educação ambiental como medida preventiva contra incêndios em zonas urbanas, periurbanas e rurais, defendendo diálogo institucional e conscientização coletiva como pilares da ação pública.
Especialistas apontam que o evento reforça a urgência de políticas integradas de gestão do fogo em áreas protegidas, com reforço na atuação do Exército e do Corpo de Bombeiros, além do monitoramento contínuo via satélite e drones para evitar nova expansão do fogo em zoneamento crítico.



