O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou, neste domingo (30 de agosto), entre as 10h e 20h, alerta de baixa umidade para grande parte do território nacional, com níveis de umidade relativa do ar que podem chegar a 12% em áreas específicas, superando em intensidade a faixa típica observada no Deserto do Saara, cujos valores costumam oscilar entre 14% e 20% mesmo nos períodos mais secos do dia. A advertência abrange o Centro-O este, além de trechos do Norte, Nordeste e Sudeste, onde o ar extremamente seco eleva o risco de incêndios florestais e compromete o conforto humano, ao mesmo tempo em que exige medidas de prevenção imediata por parte da população.
Alertas Meteorológicos e Condições Climáticas Extremas
A publicação do aviso pelo Inmet se fundamenta em dados técnicos apurados por meio de estações meteorológicas espalhadas pelo país, que registraram valores de umidade relativa do ar entre 20% e 12% em diversas regiões durante o transcurso do dia, conforme boletim oficial divulgado na manhã do domingo; a comparação com o Saara — maior deserto quente do mundo, com umidade relativa do ar variando entre 14% e 20% — revela que em certos pontos do Brasil o ar está previsto para ficar ainda mais seco que o habitual para esse tipo de ambiente geográfico, sem, contudo, configurar clima desertico em sentido geográfico ou topográfico.
Nos últimos anos, episódios de baixa umidade têm se tornado recorrentes durante o inverno seco no Brasil, sobretudo no Centro-O este e no interior do Nordeste, onde a combinação de baixas precipitações, altas temperaturas diurnas e ventos secos favorece a desidratação da vegetação e o aumento da cinza atmosférica, fatores que potencializam a ocorrência de queimadas espontâneas e impactos à saúde pública.
A umidade relativa do ar prevista para algumas áreas do Brasil pode chegar a 12%, valor inferior ao registrado no Deserto do Saara em muitos momentos do dia.
Repercussão Técnica e Medidas Preventivas
As orientações emanadas do Inmet recomendam à população hidratação constante, redução da exposição ao sol entre as 10h e 20h — período crítico indicado no alerta —, uso de protetor cutâneo e manutenção da umidade corporal por meio de cremes hidratantes e humidificadores domésticos; além disso, orienta-se a buscar apoio imediato da Defesa Civil (100) ou Corpo de Bombeiros (193) em situações de risco ou emergência.
Diante da previsão, órgãos públicos e entidades ambientais reforçam a necessidade de vigilância constante contra incêndios florestais, sobretudo em áreas com vegetação seca ou com histórico de queimadas, enquanto a população é incentivada a adotar hábitos preventivos para minimizar os efeitos do clima extremo sobre a saúde e o meio ambiente.



