No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada por Flávio Bolsonaro (PL) em 8 de outubro busca suspender uma rede de 1.525 perfis interligados no Instagram, acusando-os de coordenar a disseminação de desinformação eleitoral em favor da reeleição de Lula (PT), com foco em 221 publicações removidas e a chapa "Brasil Pronto pra Mais"
Contexto Institucional e Antecedentes da Ação Judicial
A petição, com quase 200 páginas, detalha a identificação de 5.882 coautorias distribuídas em 16 grupos no Instagram, dos quais 2.101 publicações entre 5 e 7 de outubro teriam sido assinadas coletivamente em prol da campanha lulista, enquanto 218 conteúdos considerados falsos ou descontextualizados acumularam 11,6 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações em apenas 62 horas.
O ministro relator Ricardo Villas Bôas Cueva, da Corregedoria-Geral Eleitoral (CGE), aguarda análise técnica do processo, que foi distribuído para apreciação nos dias subsequentes ao protocolo, enquanto o TSE reconhece a urgência do segundo turno das Eleições de 2026 como pano de fundo imediato para o caso.
A ação judicial pede a cassação do registro da chapa "Brasil Pronto pra Mais" e declaração de inelegibilidade dos responsáveis por até 8 anos
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que a rede coordenada violaria princípios de transparência e fair play eleitoral, citando a participação do programa "Porta-Voz do Lula", que organizaria grupos no WhatsApp para mobilização e distribuição de tarefas de divulgação, além do perfil @brasilcomlula, apontado como canal oficial da campanha lulaística.
Enquanto as defesas de Lula e Alckmin ainda não se manifestaram publicamente, o TSE deve definir nos próximos dias se há mérito na alegação de uso indevido de meios digitais para influenciar o eleitorado no pleito de 2026.
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