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Polícia

Influenciador digital e sócio suspeito é preso por ameaçar e extorquir empresários em SP

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 01:52
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Influenciador digital e sócio suspeito é preso por ameaçar e extorquir empresários em SP
Fatos Rápidos da Notícia
  • Gabriel Spalone Alves teve a prisão temporária convertida em preventiva após ser preso em 8 de novembro de 2023 em São Paulo
  • O influenciador é réu por furto qualificado e associação criminosa envolvendo desvio de R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix
  • A Justiça decretou a prisão preventiva com base no risco de fuga, apesar da defesa alegar ilegalidade e pedir revogação
Resumo Editorial

O influencer digital, já em prisão preventiva, responde por esquema que desviou R$ 146,5 milhões via Pix, ameaçando empresários e gerando debate sobre proporcionalidade da medida.

Após a conversão da prisão temporária em preventiva decretada em 8 de novembro de 2023, o influenciador digital Gabriel Spalone Alves, suspeito de integrar esquema criminoso que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix, permanece sob custódia preventiva no sistema prisional paulista, com base em decisão judicial que considerou o risco de fuga e obstaculização da instrução penal, apesar das alegações da defesa sobre ilegalidade e perseguição.

Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação

A apuração conduzida pela 1ª Delegacia Antissequestro e pelo Departamento de O perações Policiais Estratégicas (Dope) revelou que, a partir de abril de 2024, Spalone teria utilizado sua posição como figura pública e proprietário das fintechs Dubai Cash e Next Trading Dubai para extorquir e ameaçar dois empresários com quem mantinha sociedade empresarial em um empreendimento tecnológico e logístico.

O s fatos culminaram na abertura de inquérito pelo desvio sistemático de recursos financeiros, operado por meio de múltiplas contas vinculadas a uma prestadora de serviços bancária entre fevereiro e dezembro de 2024, configurando crime de furto qualificado e associação criminosa com prejuízo superior a R$ 146 milhões, conforme comprovado pelas apurações periciais e testemunhais.

Ponto de Destaque

O esquema criminoso fraudou mais de R$ 146 milhões por meio de transferências via Pix utilizando credenciais ilícitas de prestadores de serviços.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos

A Defensoria Pública e o advogado Eduardo Maurício protocolaram pedido de revogação da prisão preventiva com fundamento na ausência de indícios concretos de risco efetivo à ordem pública, argumentando que a conversão da medida cautelar após apenas 48 horas viola o princípio da proporcionalidade e configura possível abuso de poder por parte do Poder Judiciário.

A Justiça aguarda manifestação da Ministério Público sobre o pedido de revogação, enquanto a Defensoria mantém que o réu, primário e colaborador eventual, já colaborou com a investigação ao fornecer esclarecimentos sobre a origem dos recursos e os participantes do esquema.

Atenção / Ponto Crítico
A decisão preventiva deve permanecer em vigor até a conclusão da fase instrutória, sob pena de anulação por violação ao devido processo legal previsto no Código de Processo Penal.

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