O juiz auxiliar Flavio Sanchez Leão, do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), concedeu tutela provisória de urgência para suspender, com efeito imediato, inserções de rádio da campanha de Éder Mauro (PL) ao Senado e Dr. Daniel Santos (PODE) ao Governo do Estado, por conter declaração que imputa à candidatura de Helder Barbalho (MDB) a ordem pessoal de violência contra apoiadores do adversário, sem comprovação fática.
Contexto Institucional e Procedimental da Decisão Judicial
A decisão, proferida no âmbito de pedido movido pela Coligação 'O Pará Tá Junto', decorre da veiculação, no dia 12 de setembro, de conteúdo ofensivo durante transmissão da Rádio Mix FM, no qual Éder Mauro afirmou que 'o Barbalho mandou fazer' o lançamento de spray de pimenta em apoiadores de Daniel Santos. O magistrado destacou que a liberdade de expressão, embora garantida constitucionalmente, não autoriza a atribuição de condutas violentas concretas a adversários políticos sem base factual, sob pena de desvirtuar o debate democrático.
O contexto imediato revela uma disputa acirrada pelo Governo do Estado do Pará, onde o AtlasIntel aponta que Hana mantém liderança estável, enquanto Daniel reduz a distância na contagem das intenções eleitorais, ampliando tensões entre as legendas no pleito.
Antecedentes indicam que o TRE-PA já havia sinalizado intolerância a ataques pessoais que extrapolam os limites da crítica política, e a decisão reforça precedente jurisprudencial recente que distingue entre responsabilização política institucional e imputação direta de condutas violentas a indivíduos.
Multa fixada em R$ 1.000,00 por veiculação indevida do trecho vetado, limitada ao teto de R$ 20.000,00 para cada representado.
Repercussão Legal e Desdobramentos na Arena Eleitoral
O magistrado indeferiu o pedido da coligação de Barbalho para proibir manifestações genéricas sobre o episódio, reafirmando que críticas institucionais permanecem livres, mas destacou que novos pedidos de liminar poderão ser propostos caso o mesmo conteúdo seja republicado em plataformas digitais como Instagram, TikTok ou YouTube.
As implicações jurídicas da decisão ampliam o alcance da tutela para além do horário eleitoral gratuito em rádio, sinalizando risco para conteúdos similares veiculados em redes sociais durante o período eleitoral.


